Mundo
05/01/2017 - 08h01

‘Charlie Hebdo’ desafia o terror dois anos após atentado


Semanário francês volta a satirizar radicais islâmicos em edição especial

 
O desafio deu o tom da edição especial do semanário satírico francês “Charlie Hebdo” para lembrar o aniversário de dois anos do ataque terrorista que massacrou quase toda a equipe da redação, incluindo alguns dos maiores caricaturistas e chargistas da França. O título “2017, por fim, o fim do túnel” estampa a capa. Nela, se vê um homem com trajes do Oriente Médio empunhando uma arma na cabeça de outra pessoa, que ri.
 
O “Charlie Hebdo” se tornou alvo de radicais islâmicos após a publicação de cartoons sobre Maomé em 2006 e 2011. Ao atacar a redação do “Charlie Hebdo” os terroristas gritavam estar “vingando o profeta”. A charge é de Foolz, membro da nova geração de artistas da revista.
 
Em 7 de janeiro de 2015, dois terroristas mascarados invadiram a redação do semanário e abriram fogo. Onze pessoas morreram no ataque praticado pelos irmãos franceses de ascendência argelina Cherif e Said Kouachi. O atentado foi reivindicado pela al-Qaeda no Iêmen.
 
Os irmãos gritaram os nomes dos chargistas do “Charlie Hebdo” enquanto atiravam. Eles morreram numa ação da polícia, mas foi só em dezembro de 2016 que um dos mentores do atentado foi localizado. O franco-tunisiano Boubaker al-Hakim foi morto em Raqqa, no Iraque. Ele havia deixado a al-Qaeda e se tornara um dos líderes militares do Estado Islâmico.
 
Na edição após o primeiro aniversário do atentado, o “Charlie Hebdo” também desafiou o extremismo com a charge de um deus barbudo com um rifle e a machete “Um ano depois, o assassino ainda está a solta”. Vendeu mais de um milhão de cópias.
 
 
Agências Internacionais
 

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Fala Santos
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