Mundo
18/01/2017 - 06h45

Cinco mil motoqueiros farão barreira humana na posse de Trump


Grupo conservador promete a maior mobilização em favor do presidente eleito


 
Ainda que conte com poucos artistas de peso para sua posse, o presidente eleito Donald Trump terá cinco mil motoqueiros em sua festa. Vindos de todas as partes dos Estados Unidos, eles marcarão presença na capital americana para comemorar a eleição do magnata em uma marcha no parque John Marshall. Liderados por Chris Cox, um artista de 48 anos, eles fazem parte de um grupo conhecido como “Bikers For Trump” (Motoqueiros por Trump, em português). A promessa é de fazer uma barreira humana para ajudar na proteção do local contra qualquer tipo de manifestação violenta.
 
O grupo obteve um alvará da prefeitura de Washington, e promete que a manifestação será a maior pró-Trump no dia 20 de janeiro. Apesar de altamente engajado localmente, essa é a primeira vez que um grupo de motoqueiros se mobiliza politicamente em nível nacional, diz Cox. A organização pretende se fortalecer políticamente durante o mandato Trump, e agrega grupos distintos como os “Motoqueiros por Cristo” e os “Motoqueiros Veteranos”.
 
De viés conservador, a categoria defende as propostas do Trump de construir o muro na fronteira com o México e o controle estrito da imigração de qualquer muçulmano, especialmente os procedentes da Síria. Ainda assim, Cox reforça que o grupo rejeita qualquer tipo de nacionalismo branco, atitude comumente associada aos grupos de motoqueiros nos EUA. Em vez disso, buscaria uma chamada “reconciliação racial”.
 
Surgido em outubro de 2015, no começo da candidatura de Trump, os “Motoqueiros por Trump” foram uma constante nos eventos organizados pelo republicano, inclusive na convenção nacional do partido. Uma das principais atividades do grupo nesses comícios era a de serviço de segurança, onde faziam barreiras humanas entre simpatizantes do candidato e manifestantes.
 
Cox também tem interesses próprios no fortalecimento do movimento. Ele alcançou breve fama em 2013, quando, em plena greve governamental, se dirigiu aos jardins do Memorial Lincoln com um cortador de grama e aparou o local, ficando conhecido nacionalmente pelo ato. Na mesma época, o motoqueiro sugeriu um projeto de lei que permitisse que parques e monumentos permanecessem abertos mesmo em greves. Com o crescimento do “Motoqueiros por Trump”, Cox espera poder fazer com que a proposta seja aprovada na Câmara.
 
— Eu tenho certeza de que quando Donald Trump a vir (a proposta de lei), ele topará na hora — conta o artista.
 
 
Washington Post
 

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