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01/02/2017 - 05h37

Há 45 anos, exército britânico matou 14 pessoas na Irlanda do Norte; episódio inspirou música do U2




Há 45 anos, em Londonderry, na Irlanda do Norte, o Exército britânico abriu fogo contra manifestantes católicos e matou 14 jovens –a maioria com menos de 20 anos. O episódio ficou conhecido como “Domingo Sangrento”.
 
Uma manifestação pacífica em defesa dos direitos civis dos católicos e contra a política adotada pelos ingleses de prender supostos integrantes do IRA (sigla em inglês para Exército Republicano Irlandês), sem direito a julgamento, foi alvo de soldados e paraqueditas do Exército britânico. Milhares de pessoas foram dispersadas por tiros.
 
A deputada irlandesa Bernadette Devlin, presente no protesto, enfrentou um sargento. “Foi um assassínio coletivo”, disse.
 
Na ocasião, o bispo de Londonderry, Neil Farren, dirigiu seu protesto ao então primeiro-ministro do Reino Unido, Edward Health. “Profundamente consternado com os acontecimentos desta tarde, protesto com a maior veemência contra a ação do exército britânico, que provocou tantos mortos e feridos”, disse em mensagem.
 
Na véspera do sepultamento dos mortos naquele domingo, cidades inteiras na Irlanda do Norte estavam silêncio, com ruas desertas e fábricas e lojas fechadas.
 
“Foi um massacre. Todos estavam desarmados e faziam um protesto pacífico. Quando, de repente, eles começaram a atirar”, disse à Folha Don Mullan, autor do livro “Eyewitness Bloody Sunday”, lançado em janeiro de 1997. O autor colheu depoimentos de testemunhas do episódio e reuniu evidências contra o Exército do Reino Unido.
 
MÚSICA
 
O trágico episódio inspirou a canção “Sunday Bloody Sunday” da banda irlandesa U2.
 
A música, lançada no álbum “War” (1983), figura na lista das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos da revista Rolling Stone, na 272ª posição.
 
 
 
Folha de S. Paulo
 

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