Sindical
24/02/2017 - 11h11

Greve dos conferentes entra no quarto dia


 
Terminou sem acordo a reunião realizada na tarde da última terça-feira (21) entre os dirigentes do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia do Porto de Santos (SCCDCPS) e representantes do Grupo Rodrimar. Desta forma, os 280 conferentes que atuam sob o regime de trabalho avulso administrado pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) de Santos continuam de braços cruzados.
 
Por tempo indeterminado, a paralisação acontece nas empresas Rodrimar S/A Agente e Comissária; Rodrimar S/A Transportes, Equipamentos e Armazéns Gerais; Rodrimar S/A  Terminais Portuários e Armazéns Gerais e S/A Marítima Eurobras Agente e Comissária, e chega hoje ao seu quarto dia. 
 
Por volta das 7h desta quarta-feira (22), pouco antes do início do primeiro turno de trabalho (7h às 13h), posicionados em locais estratégicos os trabalhadores portuários impediram as operações de descarga de fertilizantes à granel no navio Ocean Galaxy, sob responsabilidade da empresa, atracado no cais do armazém 23 do complexo portuário.
 
"O movimento paredista transcorreu de forma ordeira, responsável e, sobretudo, pacífica, uma vez que não tivemos alternativa diante do posicionamento radical da direção da Rodrimar em não atender as reivindicações dos trabalhadores", afirmou o presidente do Sindicato, Marco Antônio Sanches. 
 
Com data-base fixada em 1º de março e caminhando para o segundo ano consecutivo sem aumento salarial concedido pelo grupo patronal, os profissionais da conferência reivindicam a aplicação do índice do INPC–IBGE apurado no período de 1º de março de 2016 a 28 de fevereiro de 2017 sobre os salários e taxas de produção, aumento real de 9%, e vale-refeição de R$ 33,00 por jornada de 6 horas.
 
Além disso, o acréscimo de 18,18% no valor apurado sobre o descanso semanal remunerado (DSR) no trabalho avulso, a manutenção da data-base e das demais cláusulas econômicas, bem como das operacionais que tratam da manutenção das equipes, habilitação e escalação dos portuários. Por sua vez, a Rodrimar oferece reajuste salarial de 5% não retroativo e quer adotar o sistema de reaproveitamento de pessoal durante a jornada laboral, proposta recusada pelos conferentes avulsos.
 
Na tarde de ontem, Sanches e o advogado do Sindicato, Eraldo Aurélio Franzese, protocolaram no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, o pedido de instauração de dissídio coletivo. "Lamentavelmente, a empresa não nos deixou alternativa e a via jurídica se tornou o único recurso, além da greve que continua por tempo indeterminado", disse o líder da categoria.

Confira as fotos da paralisação


AssCom SCCDCPS / Denise Campos De Giulio
 

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