Sindical
10/03/2017 - 10h19

Em greve, servidores de Santos fazem caminhada pelo Centro


Manifestação dá início à paralisação geral da categoria, deflagrada nesta quinta-feira


 
Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) de Santos deflagraram, nesta quinta-feira (9), uma greve geral por tempo indeterminado. Por volta das 8 horas, eles se reuniram em frente ao Paço Municipal, no Centro, em um ato que deu início à paralisação. 
 
Depois, por volta das 10h30, saíram em passeata pela Rua General Câmara e Praça Rui Barbosa. Em seguida, se dirigiram em direção à Cadeia Velha e chegaram a ocupar o entorno da Praça dos Andradas e partiram em direção à Avenida São Francisco. O protesto seguiu para a Praça José Bonifácio e seguiu em direção à Rua João Pessoa, contornando em direção à Praça Mauá pela Rua Martim Afonso.
 
Após a caminhada, o grupo se concentrou na Praça Mauá e agora avalia os próximos passos do movimento.
 
Com a presença de muitos servidores, a greve foi deflagrada em represália à falta de proposta do Executivo para aumento salarial da categoria. Os trabalhadores seguram faixas com os dizeres '0% de paciência'', ''Estamos em greve''. 
 
Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) de Santos deflagraram, nesta quinta-feira (9), uma greve geral por tempo indeterminado. Por volta das 8 horas, eles se reuniram em frente ao Paço Municipal, no Centro, em um ato que deu início à paralisação. 
 
Depois, por volta das 10h30, saíram em passeata pela Rua General Câmara e Praça Rui Barbosa. Em seguida, se dirigiram em direção à Cadeia Velha e chegaram a ocupar o entorno da Praça dos Andradas e partiram em direção à Avenida São Francisco. O protesto seguiu para a Praça José Bonifácio e seguiu em direção à Rua João Pessoa, contornando em direção à Praça Mauá pela Rua Martim Afonso.
 
Após a caminhada, o grupo se concentrou na Praça Mauá e agora avalia os próximos passos do movimento.
 
Com a presença de muitos servidores, a greve foi deflagrada em represália à falta de proposta do Executivo para aumento salarial da categoria. Os trabalhadores seguram faixas com os dizeres '0% de paciência'', ''Estamos em greve''. 
 
Educação
 
A Reportagem de A Tribuna entrou em contato com várias escolas da rede municipal, que confirmaram que estão em greve. 
 
Segundo a Prefeitura, a adesão à greve é significativa no setor da Educação. ''Por isso, recomendamos aos pais que entrem em contato pelo número 3211-1818 para saber sobre o funcionamento das unidades''. 
 
Entre os afetados pela greve geral está o auxiliar de elétrica João Luiz Matos da Silva, de 43 anos. Com os dois filhos matriculados na rede de ensino municipal, ele conta que nesta quinta-feira teve que revezar com a esposa para que o casal de filhos não fique sozinho em casa. “Tenho uma menina de 8 anos e um menino de 5 que estão sem aula. Já estava sabendo da greve no parquinho que o meu filho estuda, mas na Escola Padre Leonardo Nunes, onde está matriculada a minha velha, não haviam informado sobre a adesão. Fui pego de surpresa quando cheguei na escola”.
 
Sem ter com quem deixar as crianças durante a greve, o morador do Jardim Castelo conta que aguardará a chegada da esposa, após o almoço, para que possa sair para o trabalho e não deixar as crianças sozinhas em casa. “Como disseram que a greve é por tempo indeterminado, o jeito vai ser revezar a tarefa com ela (esposa). Não posso deixá-los em casa sozinhos”. 
 
O autônomo João Carlos Borges, de 41 anos, também conta ter sido pego de surpresa pela manhã, após levar um dos filhos à escola. 
 
“Meu filho está na 5ª série e hoje, quando fui levá-lo até o colégio Olavo Bilac, no Canal 1, soube que a unidade não funcionaria. Falaram que a greve é por tempo indeterminado, o que considerei um absurdo. Minha filha que estuda na Escola Lobo Viana também ficará sem aula. Como ficará a situação deles enquanto a greve durar?”, questiona. 
 
Saúde
 
A Reportagem também percorreu policlínicas da Cidade, sendo que a da Ponta da Praia estava fechada. Informações obtidas no local davam conta de que profissionais da unidade aderiram à greve.
 
Em nota, a Prefeitura ressaltou que, com a paralisação dos servidores, apenas serviços considerados essenciais são mantidos em funcionamento e que vai monitorar toda a rede a fim de garantir atendimento à população. 
 
Ainda segundo a Administração Municipal, em caso de problema no acesso ao pronto atendimento, os munícipes devem recorrer à Unidade de Pronto Atendimento Central (UPA Central), que não será afetada por ser gerida por uma organização social (OS). O atendimento às gestantes está garantido com o funcionamento do Complexo Hospitalar dos Estivadores, também sob gestão de OS. 
 
Outros serviços
 
Com relação aos serviços de limpeza urbana e zeladoria urbana e manutenção predial, a Prefeitura ressalta que estes deverão funcionar normalmente. O mesmo acontece com o monitoramento do trânsito, que é de responsabilidade da Companhia de Engenharia e Tráfego de Santos (CET-Santos). Ambos os setores fazem parte da Administração Indireta e não têm relação com Sindserv ou Sindest.
 
Tempo indeterminado
 
De acordo com o diretor do Sindserv, Cássio Canhoto, a paralisação será por período indeterminado. "O que tivemos durante essa semana foi uma farsa. Hoje, não. Estamos de braços cruzados de acordo com a lei e exigimos os direitos dos servidores. Queremos a reposição da inflação e mais 5% pelas perdas históricas", afirma.
 
Para a inspetora de alunos Diane Ávila, o movimento é legítimo e exige apenas o justo. "Até agora ninguém veio falar com a gente. Merecemos respeito. Os servidores precisam de uma proposta digna que cubra, no mínimo, a inflação", explica. 
 
O professor de geografia Edson Aparecido partilha de um pensamento semelhante ao de Diana. "Queremos apenas o que é nosso. Temos força e vamos lutar por isso. Parece que ninguém nos ouve, ignoram a voz dos servidores. Tem que haver um diálogo e um consenso entre as partes", defende.
 
Apesar de muitos manifestantes afirmarem que, ao contrário dos servidores, o prefeito, o vice e seus secretários tiveram reajuste nos salários, o secretário municipal de Gestão, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira, afirma que o aumento foi concedido em 2016, ano em que servidores também tiveram o repasse. 
 
“O que ocorre é que a lei orgânica determina que a Câmara faça a homologação do salário para o próximo mandato e assim foi feito, mas com reajuste de 2016. Então não houve nenhum reajuste este ano para o prefeito, vice e secretários. 
 
Greve pipoca 
 
Desde o início da semana, servidores ligados ao Sindicato dos Servidores Estatutários (Sindest) também realizavam mobilizações em diferentes setores do serviço público. A greve pipoca chegou a paralisar três setores do serviço público. Porém, com a iniciação da greve geral do Sindserv, o movimento do Sindest, por razões éticas, foi suspenso. 
 
Em 2013
 
Os servidores de Santos fizeram uma greve geral da categoria, de 24 horas, em 2013. No dia 26 de março, eles paralisaram os serviços e fizeram um grande protesto na Praça Mauá. Na ocasião, os trabalhadores pediam 16,2% de aumento salarial, e a contra-proposta do Executivo era de 1,5%.
 
Antes disso, em 1995, a categoria realizou uma greve de cerca de 30 dias, com a participação de servidores do Sindserv e do Sindest.


G1 Santos
 

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