Mundo
13/07/2017 - 10h03

Papa Francisco muda regras para canonização


Nova categoria santifica quem se colocou em risco para salvar os demais
 
O papa Francisco fez uma das mudanças mais significativas nos procedimentos de canonização da Igreja Católica em séculos nesta terça-feira, ao acrescentar uma nova categoria para consagrar pessoas que dedicam suas vidas a salvar outras.
 
Até agora o procedimento que poderia levar à canonização – conhecido como uma "causa" – se limitava a três categorias. A causa se inicia após a morte de uma pessoa.
 
A primeira é o martírio, quando a pessoa é morta por ódio à cristandade. A segunda é se a pessoa viveu uma vida cristã excepcionalmente virtuosa. A terceira, pouco usada, diz respeito a pessoas que tiveram reputação de santidade durante muitos anos após seu falecimento.
 
O Vaticano disse que o papa emitiu um decreto acrescentando uma quarta via. Ela se aplica a pessoas que viveram uma boa vida cristã e fizeram algo para salvar outros, sabendo que isso resultaria em morte certa e relativamente rápida.
 
Na prática
 
Um exemplo seria o de Maximilian Kolbe, padre polonês que ficou preso no campo de extermínio nazista de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Kolbe se ofereceu para assumir o lugar de outro prisioneiro que havia sido condenado à morte por inanição como parte de uma punição coletiva por uma fuga da prisão. Os nazistas mataram Kolbe com uma injeção letal de ácido carbólico.
 
A causa da canonização de Kolbe começou em 1955, sob a vigência das regras anteriores, e ele foi santificado em 1982.
 
Os candidatos a canonização cujas causas terão início no futuro sob a vigência da nova categoria ainda vão precisar de dois milagres sejam atribuídos à sua intercessão.
 
Milagres
 
A Igreja Católica confere postumamente a beatificação, e mais tarde a canonização, a pessoas consideradas tão santas durante a vida que se acredita que estariam agora com Deus e poderiam interceder junto a ele para realizar milagres. Geralmente os milagres dizem respeito a curas sem explicação médica.
 
 
Reuters
 

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Fala Santos
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