Cidades
14/07/2017 - 07h15

Santos ganha plano para ocorrências de ressaca e inundação




A cidade ganhou o Plano Municipal de Contingência para Ressacas e Inundações, quepretende diminuir impactos relacionados à elevação da maré ou provocados pela colisão da água marinha com a região costeira do município. O plano será coordenado pela Defesa Civil, departamento da Secretaria de Segurança (Seseg).
 
Umas das providências para prevenir os danos será o monitoramento das condições climáticas, além da altura das ondas e da oscilação do nível do mar. O trabalho já vem acontecendo em parceria com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e órgãos oficiais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Marinha do Brasil, que fornecem previsões.
 
O coordenador da Defesa Civil, Daniel Onias , aponta que a atitude poderá possibilitar emitir um alerta a locais como mais suscetível a alagamentos como a Zona Noroeste ou mesmo o bairro da Ponta da Praia que é mais vulnerável a ressacas por não conter faixa de areia. “É importante que as pessoas não sejam surpreendidas, principalmente as que residem em área de alagamento ou têm garagem abaixo do nível do mar”, afirma.
 
O coordenador ainda ressalva a importância dos meios de comunicação para, principalmente em situações de risco. “Na última vez em que houve necessidade, enviamos 44 mil alertas”, relata Onias.
 
Nesse caso a Prefeitura, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), utiliza meios como internet, TV e rádio para orientar a população. Ainda assim, em casos de emergência, são disparados avisos por SMS (mensagens de celular) para telefones cadastrados – a maioria, pela Secretaria de Saúde. Ou então que estão cadastrados por meio do email defesacivil@santos.sp.gov.br .
 
Serviços
 
Para o coordenador da Defesa Civil, o decreto publicado na última sexta-feira (7), na página 5 do Diário Oficial, além de colocar no papel procedimentos que já são realizados, é importante por especificar a função de cada órgão em ocorrências de ressaca ou enchente. “Muitas vezes, depois do ocorrido, há necessidade de reparo em estruturas, limpeza, desassoreamento e drenagem. E, quando tem desabrigados, são requisitados serviços sociais”.
 
O plano inclui 13 secretarias municipais, Gabinete do Prefeito, Fundo Social de Solidariedade, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Coordenadoria Regional de Defesa Civil (Redec), Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Unisanta, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e Instituto Geológico de São Paulo (IG).
 
 
Da Redação
 

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