Esportes
24/08/2017 - 04h18

Com mudanças no meio do caminho, Briosa tem dificuldades para deslanchar na Copa Paulista; entenda


A Portuguesa Santista está prestes a dizer adeus à Copa Paulista. A quatro rodadas do término da primeira fase da competição, a Briosa segue na lanterna do grupo 3, sendo a dona da pior campanha do torneio. Sem nenhuma vitória, a equipe rubro-verde soma três pontos, 11 a menos do Nacional, time que fecha a zona de classificação.
 
Mas sua precoce eliminação da Copa Paulista não é uma grande surpresa. Afinal de contas, não estava nos planos do clube ganhar o campeonato, que dá vaga à série D do Brasileiro e à Copa do Brasil aos finalistas. No início do torneio, os dirigentes já afirmavam que o objetivo da Portuguesa Santista era outro dentro do competição.
 
“A Copa Paulista é uma competição que não tem muita expressão. Resolvemos participar, pois é o nosso ano do centenário, não queríamos que o ano acabasse para o time. Usaremos este campeonato como uma preparação para a A-3, além de ser uma vitrine para os jogadores”, ressaltou antes da competição o diretor de futebol do clube, Rogério Conde, em várias entrevistas coletivas.
 
O fato é que, no ponto de vista da torcida, a Portuguesa Santista, mesmo ao lado de adversários difíceis na chave, até tinha condições de brigar pelo título, mas o time não conseguiu deslanchar no campeonato. Além de discordarem da forma como o clube encarou uma competição importante, que poderia levar a equipe a outro patamar, os torcedores também foram contra a parceria firmada com a empresa responsável pelo futebol do Guaratinguetá, que possibilitou a participação da Briosa na Copa Paulista. O novo parceiro passou a gerenciar o futebol do Clube. Com isso, trouxe toda a comissão técnica - liderada pelo técnico Dougilinhas - e os 22 jogadores que compuseram o elenco com os seis remanescentes da A-3.
 
Embora não tivessem expectativa da conquista do título, os torcedores esperavam uma longevidade maior da Briosa no campeonato. E, sem ver resultados, a torcida deu início às cobranças e a pressão. O empate diante do Taubaté, por 1 a 1, na quarta rodada da Copa Paulista – o jogo foi marcado por conflitos entre os torcedores e dirigentes -, foi considerado a gota d’água, tanto para a torcida quanto para a diretoria, que demitiu o Douglinhas e promoveu uma reformulação na parceria, com o objetivo de, pelo menos, conseguir uma classificação à próxima fase.
 
O meia Ricardinho, que até então integrava o elenco, passou a comandar a equipe rubro-verde, em sua primeira experiência como treinador. Reforços chegaram e alguns jogadores trazidos pela parceria deixaram o clube. A gestão, enfim, voltou para as mãos do clube.
 
Com isso, o clima em Ulrico Mursa melhorou muito. A Portuguesa Santista chegou até evoluir dentro de campo, com um futebol muito superior do que vinha apresentando anteriormente, porém, nem assim, os resultados vieram. Agora, perto do fim da primeira fase do torneio, a Briosa já vê a vaga para a próxima fase bem distante.
 
Após a goleada sofrida para o São Caetano, por 5 a 1, a Portuguesa Santista joga as suas últimas fichas no torneio ao receber o Nacional-SP, no próximo domingo (27), às 10h, em Ulrico Mursa.
 
 
Camilla Aloi / Santaportal
 

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