Saúde
11/09/2017 - 04h40

Estudo revela a quantidade de sujeira das notas de dinheiro


Análises mostraram que as notas contém centenas de espécies de micro-organismos, além de traços de material genético animal e cocaína
 
Quão sujo é o dinheiro? De acordo com um recente estudo publicado no periódico científico PLoS ONE, uma nota de um dólar contém centenas de espécies de micro-organismos, além de diversos traços de material genético de animais.
 
Sujeira de valor
 
Em laboratório, os cientistas analisaram dez notas de um dólar provenientes de um banco em Nova York, nos Estados Unidos, e descobriram a existência de diversas bactérias – em sua maioria, inofensivas, como aquelas presentes na superfície da pele, assim como bactérias da flora vaginal, micróbios da boca, DNA de animais domésticos e vírus.
 
Já um estudo anterior, publicado no Journal of Analytical Toxicology, apontou que o dinheiro também carrega traços de cocaína. Outro estudo, da Universidade do Mediterrâneo, na França, também mostrou que as notas continham bactérias mais graves, como Escherichia coli, salmonela e Staphylococcus aureus, que podem causar intoxicações alimentares e infecções.
 
Riscos
 
No entanto, a presença desses micróbios não indica necessariamente perigo à saúde. “Nem todos os micro-organismos afetam as pessoas”, explicou ao site da Time Emily Martin, professora de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. “Além disso, em determinados ambientes, eles têm dificuldade para proliferar-se. A superfície de um papel, muitas vezes, não é o suficiente.”
 
Dependendo do valor, a maioria das cédulas de dinheiro ficam em circulação entre cinco a 15 anos, o que explica a grande quantidade de bactérias e substâncias encontradas. “Muitas pessoas não lavam as mãos, mesmo em um ambiente como um restaurante, onde dinheiro e alimentos estão em circulação o tempo todo”, disse à Time Susan Whittier, microbióloga da Universidade New York-Presbyterian. “Você não sabe quem tocou naquele dinheiro antes, e em quais circunstâncias.”
 
Dinheiro transmite doenças?
 
A cédula de dinheiro é feita de 75% algodão e 25% linho, que oferecem um ambiente propício para os micróbios. Por outro lado, o dinheiro não tem condições de temperatura e umidade favoráveis para a proliferação.
 
De acordo com um estudo publicado no Journal of Food Protection, a superfície porosa das cédulas, na verdade, dificulta a transferência desses micro-organismos para as mãos dos usuários. Ou seja, o dinheiro não é um grande transmissor de doenças, como muitos acreditam. Mesmo que ocorra alguma contaminação, essas bactérias dificilmente causarão doenças. “Nossa pele é uma boa barreira protetora”, disse Emily. “É preciso ter cuidado, entretanto, em não colocar as mãos na boca ou colocar o dinheiro em contato com regiões mais sensíveis do corpo.”
 
Cédulas anti-bactérias
 
Um estudo realizado na Universidade de Ballarat, na Austrália, identificou que as cédulas da moeda australiana e da canadense são mais limpas do que as americanas, por serem feitas de polímero plástico.
 
Cientistas também exploraram o uso de dióxido de carbono e altas temperaturas para matar os micróbios do dinheiro individualmente. Porém, a maioria dos especialistas acredita que não vale a pena se preocupar com isso. “Esteja ciente de que cada superfície que você toca tem esse risco de contaminação. Dinheiro, transporte público e caixa eletrônico, por exemplo”, disse Susan. “Você só tem que lavar as mãos.”
 
 
Com informações da PLoS ONE
 

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Fala Santos
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