Esportes
04/10/2017 - 09h27

Quem são os Harlem Globetrotters, time que espalha sorrisos por onde passa




Você conhece os Harlem Globetrotters? Se você foi uma criança durante o final dos anos 80 e começo dos anos 90 deve lembrar dos desenhos, que fizeram muito sucesso no Brasil. Entretanto, bem antes do desenho estrear, “o time de basquete mais famoso do Mundo” – como são chamados – já percorria o planeta para levar alegria a crianças e adultos com seu excepcional e único modo de jogar basquete.
 
A equipe, sinônimo de excelentes habilidades de basquete e entretenimento familiar, foi criada em 1926 por Abe Saperstein, em Chicago, Illinois (EUA). A primeira apresentação aconteceu na cidade de Hinckley, do mesmo estado, no dia 7 de janeiro de 1927.
 
Saperstein, dono, técnico e promotor do time no final da década de 1920, escolheu o Harlem como nome da equipe por ser um bairro considerado centro da cultura Afro-Americana na época. Mesmo assim, os Globies não jogaram em Nova York até 1968.
 
A história começou a mudar a partir de 1940, ano em que o time conquistou seu primeiro Campeonato Mundial de Basquetebol, após derrotar o Chicago Bruins. Mais para o final da década, surpreendeu a todos ao vencer o mais famoso time de basquete na época, o Minneapolis Lakers (hoje Los Angeles Lakers). Com isso, mostrou ao mundo que os afro-americanos podiam ter um destaque de nível profissional já que, até então, negros não jogavam na NBA.
 
Os Globies ganham o mundo
 
No ano de 1950, o jogador dos Globies, Nathaniel “Sweetwater” Clifton, tornou-se o primeiro atleta afro-americano a assinar um contrato – com o New York Knicks – e a jogar na principal liga de basquete dos Estados Unidos, a NBA. No mesmo ano, começaram as turnês internacionais da equipe, com primeira parada em Portugal. Um ano depois, eles desembarcaram pela primeira vez no Brasil para uma partida contra um combinado das equipes de Flamengo e Fluminense. Terminaram a década com uma viagem à União Soviética, onde fizeram nove partidas em Moscou a convite de Vasily Gricorevich, diretor do Estádio Central Lênin. Uma surpresa, já que EUA e URSS tinham uma relação conturbadas na época.
 
O Vaticano também se tornou ponto de parada quase que obrigatório para os Globetrotters. Em 1963 houve uma apresentação para seu menor público, que contava com o Papa Paulo VI. A partir disso, outros oito Papas assistiram ao time de Harlem, incluindo o Papa Francisco.
 
No fim da década de 80 e começo da de 90, os Globies continuaram a quebrar alguns paradigmas. A medalhista olímpica de ouro, Lynette Woodard, juntou-se ao time, tornando-se a primeira mulher a jogar em uma equipe masculina profissional, ajudando a abrir caminho para a liga feminina de basquete americana, a WNBA. Na mesma época, Mannie Jackson, ex-Globetrotter, comprou a equipe, tornando-se o primeiro afro-americano a possuir uma franquia de esportes/entretenimento.
 
Em 1996 outro marco: a primeira equipe de basquete profissional a jogar na África do Sul depois do Apartheid, com um país livre e democrático. As apresentações totalizam US$ 1,5 milhão para o Nelson Mandela Children’s Fund.
 
“O time de basquete mais famoso do Mundo” fez, em 2006, um passeio histórico pelo Oriente Médio, incluindo o Iraque, de 21 dias. Durante a turnê, houve um jogo a bordo de um porta-aviões americano, o Eisenhower, no Golfo Pérsico.
 
Além de levar alegria para dentro das quadras, os Globetrotters também realizam diversos trabalhos fora delas. Conhecidos como “Embaixadores da Boa Vontade”, também percorrem o mundo combatendo o bullying, visitando pessoas hospitalizadas e incentivando crianças a praticarem esportes e a frequentarem a escola.
 
Ao todo, são 122 países e territórios, em seis continentes, e mais de 144 milhões de fãs. Os jogadores venceram mais de 26.000 jogos, sendo 2.411 de forma consecutiva, e perderam apenas 345 até hoje.
 
 
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