Portos
09/10/2017 - 03h27

Barroso autoriza depoimento de Temer em inquérito da Rodrimar


 
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que o presidente Michel Temer preste depoimento no âmbito do inquérito em que é investigado por fraudes no chamado Decreto dos Portos. Também foi determinado que as apurações sejam concluídas em um prazo de 60 dias.
 
Na investigação aberta mês passado por decisão do relator, Temer é suspeito de ter beneficiado a empresa Rodrimar com a edição do decreto. O pedido de abertura de inquérito foi feito pelo antecessor de Dodge no cargo, Rodrigo Janot.
 
Barroso assinalou que, "observada a estatura da função" de presidente, Temer poderá indicar data e local onde prefere ser ouvido pela autoridade policial, "bem como informar se prefere encaminhar por escrito sua manifestação, assegurado, ainda, seu direito constitucional de se manter em silêncio".
 
Foi autorizada, ainda, a oitiva dos demais envolvidos no cado, como os empresários Antônio Grecco e Ricardo Mesquita, da Rodrimar, e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), todos investigados no mesmo inquérito. Também vão prestar depoimento o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente; o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha; o ex-assessor de Temer José Yunes; o ex-diretor da JBS Ricardo Saud e o suposto operador de propina a Temer, Edgar Safdié.
 
Outra solicitação de Dodge aprovada por Barroso é o registro de doações feitas nas eleições de 2014 e 2016 às campanhas de Temer e do PMDB nacional ou regional de São Paulo pela Rodrimar, por empresas do mesmo grupo econômico ou por algum de seus sócios. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também poderá ter acesso aos registros de entrada de todos os depoentes no Palácio do Planalto, durante este ano.
 
A Secretaria de Comunicação do Planalto informou que o presidente "responderá aos questionamentos pertinentes ao inquérito", mas ainda deve se reunir com o advogado para definir se irá optar por fazê-lo por escrito.
 
"Houve amplo debate com o setor antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos. Todos os dados são públicos", diz a nota. Já a Rodrimar alega que "nunca recebeu privilégios do poder público".


Valor Econômico
 

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