Sindical
23/10/2017 - 04h11

Análise: ‘Queda na sindicalização preocupa’


Nas mudanças na legislação trabalhista, sindicatos terão que negociar temas como jornada de trabalho e banco de horas individual
 
A pouco mais de um mês de entrar em vigor a reforma trabalhista, na qual a negociação, tanto coletiva quanto individual, tem mais força que a legislação, preocupa o dado trazido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na última quarta-feira pelo IBGE, de que caiu o número de trabalhadores sindicalizados. Somente 12,1% dos trabalhadores estão ligados aos sindicatos. Em 2012, eram 13,6%. Caiu em 1 milhão o número de sindicalizados nesse período.
 
Nas mudanças na legislação trabalhista, os sindicatos vão ter que negociar jornada de trabalho, banco de horas individual, intervalo de almoço, adesão ao Programa Seguro-Emprego, plano de cargos, salários e identificação dos cargos de confiança, representação no local de trabalho, teletrabalho, regime de sobreaviso, trabalho intermitente, remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas, troca do dia de feriado, identificação dos cargos que demandam a fixação da cota de aprendiz, enquadramento do grau de insalubridade, prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho, prêmios de incentivo em bens ou serviços, participação nos lucros ou resultados da empresa, redução de salário ou a jornada com garantia de emprego. Uma gama de assuntos que terão resultados melhores para os trabalhadores se houver mobilização sindical.
 
A queda foi maior exatamente na indústria, setor onde a mobilização sindical historicamente sempre foi mais alta. Essa atividade respondeu por 64% da queda no número de sindicalizados nos últimos anos A agricultura perdeu mais 353 mil sindicalizados. Outro setor que exibe maior grau de sindicalização. Se não fosse o serviço público, o tombo seria ainda maior, chegaria a 1,26 milhão. A crise que se abateu no mercado de trabalho após dois anos de recessão, com a taxa de desemprego praticamente dobrando no período alcançado pela pesquisa _ de 2012 a 2016 _ certamente é um dos fatores que explicam essa redução na participação sindical.
 
É um alerta para trabalhadores e entidades sindicais, principalmente no momento que o emprego formal começa a reagir.


Portal do Holanda 
 

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