Ciência
21/11/2017 - 06h23

Sua mãe estava certa: o ditado 'uma vez traidor, sempre traidor' é comprovado pela ciência


Os conselhos de mãe têm mais fundo científico do que se acreditava.

 
De acordo com um estudo publicado pela revista Nature, o cérebro se acostuma à desonestidade. A amígdala, região do cérebro responsável por regular as reações emocionais, costuma dar respostas negativas toda vez que uma pessoa mente. Mas essa reação passa a ficar cada vez mais fraca a cada vez que se volta a mentir.
 
Pensando nisso, o site Elite Daily questionou os pesquisadores se era possível aplicar essa descoberta aos relacionamentos.  A ciência explicaria então por que uma pessoa que tenha traído uma vez possa continuar sendo infiel – tornando-se o chamado traidor em série?
 
A resposta é: talvez.
 
"Seria necessário testar essa descoberta especificamente em relacionamentos para determinar se isso se aplica à infidelidade, mas um mecanismo similar, sim", afirmou Neil Garrett, pesquisador do Instituto de Neurociência de Princeton, um dos autores.
 
Porém, ele explica como esses processos se equivalem: "A ideia disso é de que na primeira vez em que se cometemos adultério, nós nos sentimos mal. Mas, da próxima vez, nós nos sentimos menos culpados e daí por diante. Por conseguinte, nós podemos cometer adultério em grande quantidade", explicou Garrett.
 
Segundo o neurocientista, o estudo sugere que o filtro que impediria a infidelidade é a reação emocional à traição do próprio traidor. "O quão mal nós nos sentimos", resumiu.
 
Mas, como o processo de adaptação da amígdala é real – e fica mais fácil ser desonesto – talvez seja o caso de confiar na máxima de que "uma vez traidor, sempre traidor".
 
E avaliar se a definição de traição também abrange assistir os episódios de "Game of Thrones" sem o parceiro.
 
 
Angela Correa / Metro Jornal
 

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