Trabalho
23/11/2017 - 04h56

Baixada Santista perde vagas de emprego em outubro


Em setembro, região havia fechado o mês com mais admissões, após 30 meses de um cenário negativo
 
Após a Baixada Santista ter registrado, em setembro, um número maior de contratações do que de demissões pela primeira vez depois de 30 meses, a região voltou a ter balanço negativo no último mês.
 
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados segunda-feira (20) pelo Ministério do Trabalho apontam que 30 vagas de emprego foram fechadas, em outubro, na região.
 
O destaque negativo local ocorreu em Santos, onde houve 3.679 cortes contra 3.537 admissões. Esse saldo negativo (-142) colocou o município como o 18º pior em desempenho, no Estado, nesse mesmo período. Mais três cidades também ficaram no vermelho: Guarujá (-34 vagas), Mongaguá (-17) e São Vicente (-6).
 
De outra forma, as outras cinco localidades da Baixada Santista encerraram o último mês com números favoráveis. O melhor resultado absoluto foi verificado em Cubatão (47), seguida por Bertioga (39) e Praia Grande (34).
 
Peruíbe terminou com 19 contratações a mais do que demissões. Com esse resultado, essa cidade do Litoral Sul é a única que chega ao final do décimo mês deste ano no azul – saldo positivo de 25 vagas.
 
Resultado anual
 
Guarujá contabiliza o segundo pior desempenho de todo o Estado neste ano, entre janeiro e outubro, com o fechamento de 2.399 postos formais de trabalho – a diferença entre admissões e demissões. Em primeiro lugar, está Osasco (-4.231). Santos surge no quatro lugar dessa listagem (-1.980) e é antecedida por Barueri (- 2.242),
 
Ao se verificarem as microrregiões paulistas analisadas pelo Ministério do Trabalho, Osasco aparece com o pior resultado (-9.617). Depois, aparece Santos (-8.089), que é formada pelos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.
 
Mais criatividade
 
O economista José Pascoal Vaz entende que a classe política deveria se dedicar com mais afinco a pensar em alternativas para a população local, a fim de criar uma grande frente contra o desemprego.
 
“Vejo que os prefeitos precisam criar um grande debate e levá-lo para as câmaras. Apesar do elevado número de desempregados, não vejo discussões sobre isso. Parece que os políticos não sentem o drama dessas pessoas sem trabalho, o que acaba com elas e desestabiliza qualquer família”, destaca.
 
Vaz defende a criação de um fundo regional, para que parte desse dinheiro seja utilizado para criar novas empresas locais e recapacitar a mão de obra. Inclusive, fomentando o apoio à economia solidária e à criação de cooperativas.
 
Além disso, o especialista acredita que a Baixada Santista ainda sente os efeitos do fechamento de milhares de postos de trabalho na Usiminas, o que gerou um efeito cascata em várias empresas que prestavam serviços à siderúrgica e, consequentemente, o corte desses funcionários.
 
Na avaliação do economista, a construção civil local ainda sente os efeitos da crise. “Vejo que as pessoas com maior nível de renda deixaram de investir em imóveis na região neste momento e preferiram apostar no mercado de ações e investindo em títulos do Governo”, salienta ele, que é doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP).


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