Trabalho
22/12/2017 - 03h03

Metade dos formandos do Autoestima já está no mercado




Cerca de metade dos 120 formandos do Salão Autoestima já ingressou no mercado da estética antes de concluir o curso e pegar o diploma. A entrega do certificado desta turma aconteceu na noite de quarta-feira (20), no Teatro Guarany, no Centro.
 
A cerimônia reuniu 61 formandos do curso de manicure, 33 de cabeleireiro e 26 de barbearia entre as unidades do Centro e do Morro São Bento. Antes da diplomação, foi prestada homenagem ao servidor responsável pelo salão, Aguinaldo Higino Santana Filho. Ele recebeu uma placa por sua participação nos 25 anos de existência do projeto do Autoestima, que é ligado à Secretaria de Assistência Social (Seas).
 
A coordenadora de Desenvolvimento Social, Débora Marques, agradeceu o apoio dos parceiros Rotary Club Santos Ponta da Praia e Educandário Santista.
 
EMOÇÃO
 
Os 350 lugares do histórico teatro (construído em 1882) estavam quase lotados, entre formandos, familiares, amigos e técnicos da Seas. A emoção cresceu com a apresentação de um vídeo com as fotos dos alunos durante os cursos.
 
Camila Domingos, 34 anos, moradora da Vila dos Criadores, estava ansiosa para pegar o diploma. Apesar de já trabalhar como cabeleireira desde o início de dezembro, o certificado seria uma espécie de prova de que a vida como empregada doméstica ficou para trás, assim como os seis meses de desemprego. “Meu marido continua desempregado, só que minha filha (Ketelyn) fez o curso de manicure e também vai trabalhar”.
 
Ao falar do curso, citou algumas passagens com os colegas e, principalmente, as histórias que ouviu de pessoas em situação de rua enquanto cortava o cabelo. “São quatro horas de convívio todos os dias, é muito intenso”. Nesse momento as lembranças fazem seus olhos marejarem. Camila confessa algo que escondeu até dos colegas: graças ao curso superou dois anos de depressão. “Eu cheguei com a autoestima no pé, agora tenho uma perspectiva de vida”.
 
Morador do Jabaquara, a vida de Christian Vital, 20, ganhou sonhos e planos com o diploma de cabeleireiro. As dificuldades de dois anos de desemprego permanecem na memória, assim como algumas histórias de pessoas em situação de vulnerabilidade com quem teve contato. “Eu trabalho em um salão e não vou parar de estudar. Agora quero fazer o curso de maquilagem e de desenho de sobrancelha”.
 
 
Da Redação
 

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