Saúde
17/01/2018 - 06h24

OMS inclui Baixada Santista em área de risco de febre amarela


Todo o Estado entrou na área de recomendação para que os estrangeiros tomem a vacina
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a A Tribuna On-line, nesta terça-feira (16), que considera o Estado de São Paulo, inclusive as cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, como área de risco para infecção por febre amarela. A recomendação para viajantes brasileiros e estrangeiros é de que tomem a vacina antes de visitar qualquer área de São Paulo, pelo menos dez dias antes da viagem. Confira aqui a recomendação (em inglês).
 
Apesar da posição da OMS, a Secretaria de Estado da Saúde afirma, em nota, que nada muda em relação às estratégias adotadas pela pasta, que prepara-se para dar início, no próximo dia 29 de janeiro, a uma campanha inédita de vacinação em áreas hoje ainda não alcançadas pelo vírus, mas que consideradas “receptivas”. Na região, a imunização não será realizada no Vale do Ribeira, mas inclui todas as nove cidades da Baixada Santista.
 
A determinação de novas áreas consideradas de risco de transmissão de febre amarela e com recomendação de vacina é um processo contínuo e atualizado regularmente pela OMS. A última mudança, no caso do Brasil, ocorreu em abril de 2017.
 
Atualmente, a vacina para viajantes internacionais é recomendada também para os estados das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, Minas Gerais e Maranhão, além de partes dos estados da região Sul, Bahia e Piauí.
 
A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) avalia que a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos.
 
Segundo a entidade, a decisão de incluir todo o Estado de SP entre as áreas de risco foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017.
 
De acordo com a OMS, desde dezembro de 2016 foram registradas ocorrências de febre amarela em macacos em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, com 788 casos em humanos, dos quais 265 resultaram na morte do doente.
 
 
Agência Brasil / A Tribuna On-line
 

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