Saúde
24/01/2018 - 06h53

Tem dúvidas sobre febre amarela? Consulte aqui guia completo


O que é a febre amarela?
 
É uma doença febril aguda causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, transmitido ao homem e aos primatas não humanos (PNH) por meio da picada de mosquitos infectados, com relevante impacto em saúde pública na África e nas Américas. ]
 
No Brasil, são conhecidos dois ciclos de transmissão: o silvestre, em que o vírus circula entre mosquitos silvestres (Haemagogus spp. e Sabethes spp.) e primatas não humanos (PNH), e o urbano, no qual o vírus é transmitido pelo Aedes aegypti ao homem, que é o hospedeiro principal.
 
Embora o ciclo urbano de transmissão da doença não seja registrado no Brasil desde 1942, existe a possibilidade de sua reintrodução em ambientes urbanos infestados pelo Aedes aegypti, responsável pela transmissão de outras arboviroses (dengue, chikungunya e zika).
 
Vou viajar para país que exige a vacinação da febre amarela e Certificado Internacional de Vacinação. Onde devo ir?
 
Na Policlínica Aparecida, funciona o Centro de Orientação ao Viajante e também pode ser emitido Certificado Internacional de Vacinação. Para o atendimento nesta unidade, é preciso levar documento oficial de identificação com foto, carteira de vacinação e comprovante da viagem (voucher, por exemplo).
 
Quanto tempo antes da viagem é preciso se vacinar?
 
O viajante precisa estar vacinado com no mínimo dez dias de antecedência da data da viagem. Este é o tempo necessário para que o organismo inicie a produção de anticorpos.
 
Quem já se vacinou precisa tomar novamente?
 
Quem já tomou a vacina contra a febre amarela em algum momento da vida não precisa se imunizar novamente. A recomendação é da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
Por que a Baixada Santista foi incluída na campanha de vacinação?
 
Até o momento não há confirmação da circulação do vírus da febre amarela na Baixada Santista, pois não houve casos nem entre humanos nem em macacos. A região foi incluída de forma preventiva na campanha de imunização do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde por se tratar de corredor epidemiológico, o qual recebe milhares de turistas durante todo o ano, e por abrigar a Mata Atlântica.
 
Santos já teve casos suspeito da doença?
 
Em 2016, houve um caso suspeito e, em 2017, quatro casos. Todos eles foram descartados após exames laboratoriais. Neste ano, não houve registro de casos suspeitos.
 
Quando será a campanha em Santos?
 
A campanha de vacinação, voltada a toda população, terá início do dia 25 de janeiro e terminará no dia 17 de fevereiro. A Cidade contará com 22 postos (ver abaixo) nas cinco regiões, que atenderão das 9h às 16h. Também serão promovidos dois Dias D, em 3 e 17 de fevereiro. Nestes dois sábados, as mesmas 22 unidades estarão abertas das 8h às 17h exclusivamente para vacinar a população santista. Em cada dia, irão atuar 378 profissionais de saúde.
 
Confira os endereços:
 
Orla
• Aparecida - Av. Pedro Lessa, 1728
• Campo Grande - Rua Carvalho de Mendonça, 607
• Embaré - Praça Coronel Fernando Prestes s/nº
• Gonzaga - Rua Assis Correia, 17
• José Menino / Pompeia - Avenida Floriano Peixoto, 201
• Ponta da Praia - Praça 1º de Maio s/nº
 
 
Centro/Área Continental
• Conselheiro Nébias - Av. Conselheiro Nébias, 514, Encruzilhada
• Vila Mathias - Rua Xavier Pinheiro, 284, Encruzilhada
• Vila Nova - Praça Iguatemi Martins s/nº
• Caruara - Rua Andrade Soares, s/nº 
• Martins Fontes – Rua Luiza Macuco 40 – Vila Mathias
 
Zona Noroeste
• Alemoa e Chico de Paula - Praça Guilherme Délius s/nº, Alemoa
• Bom Retiro - Rua João Fraccaroli s/nº 
• Rádio Clube - Avenida Hugo Maia s/nº
• São Manoel - Praça Nicolau Geraigire s/nº, São Manoel
• São Jorge e Caneleira - Rua Francisco Ferreira Canto, 351, São Jorge
• Castelo - Rua Francisco de Barros Melo, 184

Morros
 
• Marapé - Rua São Judas Tadeu, 115
• Nova Cintra - Rua José Ozéas Barbosa s/nº 
• São Bento - Rua das Pedras, s/nº 
• Valongo - Rua Prof. Maria Neusa Cunha, s/nº - Saboó
• Morro do José Menino - Rua Doutor Carlos Alberto Curado, 77 A
 
Para quem é contraindicada a vacina?
 
Para crianças com menos de 9 meses, pessoas com doenças que baixam a imunidade (ver mais detalhes abaixo), grávidas, mulheres que amamentam bebês de até seis meses e alérgicos a gelatina e ovo.
 
Outros casos de contraindicação
 
>>Pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida, excetuando-se pessoas com HIV positivo, assintomáticas e que apresentem o LT-CD4 ≥ 350 células/mm3. Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independentemente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável.
 
>>Indivíduos vivendo com HIV/Aids que apresentem imunodeficiência grave (contagem de LT-CD4 <350 células/mm). Recomenda-se adiar a administração da vacina em pessoas sintomáticas ou com imunodeficiência grave até que a reconstituição imune seja obtida com o uso de terapia antirretroviral.
 
>>Indivíduos com imunossupressão à doença ou terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides com dose de 2mg/dia de prednisona ou equivalente para crianças e acima de 20 mg/dia para adultos por tempo superior a 14 dias). Após a interrupção do corticoide nas doses relatadas acima, aguardar por quatro semanas antes de vacinar.
 
>>Pessoas em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe,Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB, ou UMAB).
 
>>Transplantados de órgãos sólidos e indivíduos com doença oncológica em quimioterapia e ou radioterapia.
 
>>Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.
 
>>Pessoas com história de doença do timo (miastenia gravis, timoma); Lúpus; doença de Addison; artrite reumatoide.
 
>>Pessoas em uso atual de quimioterapia (venosa ou oral) e/ou em curso de radioterapia.
 
>>Pessoas com doenças hematológicas que cursam com imunodeficiência (ex.: aplasia de medula/anemia aplástica).
 
As pessoas idosas têm contraindicação?
 
Quem tem mais de 60 anos precisa de avaliação e prescrição médica autorizando a vacina por escrito. Por isso, é importante que as pessoas procurem os médicos que as acompanham nas redes pública e privada o quanto antes.
 
É obrigatório apresentar a carteira de vacinação?
 
A carteira não é obrigatória, mas com ela o profissional de saúde terá certeza se a pessoa já tomou a vacina antes, além de facilitar e agilizar o atendimento.
 
Qual a diferença da dose plena para a fracionada?
 
A dose plena (0,5 ml) protege a pessoa vacinada para toda a vida. A dose fracionada (0,1 ml) imuniza pelo período de oito anos, comprovado em estudo científico e em países que tiveram epidemia da doença.
 
A dose fracionada protege mesmo contra a febre amarela?
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em julho de 2016, revisou evidências existentes que demonstraram que o uso de dose fracionada da vacina da febre amarela proporciona proteção contra a doença similar à observada com o uso da dose plena padrão. A experiência do uso de dose fracionada foi utilizada no controle do surto de febre amarela observado, em 2016, na cidade de Kinshasa, na República Democrática do Congo, sendo capaz de interromper o surto naquele país. Portanto, a opção pelo uso do fracionamento de doses pode se tornar imperativa na possibilidade de expansão da febre amarela silvestre para áreas urbanas de cidades populosas que exige um quantitativo elevado da vacina, acima da capacidade. Estudo em andamento realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz mostra evidência convincente de manutenção da soropositividade em 85% dos vacinados com doses diluídas durante pelo menos oito anos.
 
Todas as pessoas receberão a dose fracionada?
 
O uso da dose fracionada não é recomendado para crianças menores de dois anos de idade, gestantes e pessoas com doenças imunodepressoras, os quais receberão a dose padrão. Para viajantes internacionais, a dose fracionada não é válida para emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) e, por isso, também deverão receber a dose padrão. No entanto, deverá ser apresentado no ato da vacinação, comprovante de viagem para o local que exige o CIVP para entrada no país.
 
Há recomendações a serem seguidas após a aplicação da vacina?
 
Após a administração da vacina, deve-se levar em consideração o impedimento para a doação de sangue por quatro semanas. Mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar a gravidez até 30 dias após a vacinação.
 
A vacina contra a febre amarela pode causar reações?
 
Há possibilidade de eventos adversos pós-vacinais (EAPV), que são quaisquer ocorrências médicas indesejadas após a vacinação, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal. Os eventos adversos sistêmicos mais comuns após a aplicação da vacina febre amarela incluem dor de cabeça, astenia, mialgia, mal-estar, febre, erupção cutânea e calafrios. As reações alérgicas são extremamente raras. Os eventos adversos graves associados à vacina febre amarela incluem a doença viscerotrópica (DVA-VFA), doença neurológica (DNA-VFA) e reações de hipersensibilidade grave (anafilaxia). Em caso de qualquer alteração, deve-se procurar atendimento médico.
 
Quais as medidas de proteção no período de 10 dias após a vacinação ou para pessoas com contraindicação para vacinação?
 
Considerando que a imunidade ocorre cerca de 10 dias após a administração da vacina e que há indivíduos com contraindicações para vacinação, recomenda-se que outras medidas de proteção individual sejam adotadas:
 
>>usar repelente de insetos de acordo com as indicações do produto. O repelente natural não tem eficácia comprovada e não é recomendado.
 
>>proteger a maior extensão possível de pele através do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados. O uso de roupas claras facilita a identificação de mosquitos e permite que eles sejam mortos antes de picarem o indivíduo
 
>>após as orientações do risco iminente da doença, evitar na medida do possível o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, adentrar em matas, seja a trabalho ou turismo
 
>>passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de mosquitos
 
>>dormir sob mosquiteiros corretamente arrumados para não permitir a entrada de mosquitos (abas de abertura sobrepostas e barras inferiores embaixo do colchão); preferencialmente, dormir debaixo de mosquiteiros impregnados com permetrina
 
>>usar repelentes ambientais (sprays, pastilhas e líquidos em equipamentos elétricos) durante todo o tempo em que estiverem em ambientes domiciliares ou de trabalho, inclusive à noite
 
>>crianças menores de 6 meses de idade, não podem receber a vacina e nem usar repelentes de aplicação direta na pele, devendo ser mantidas o tempo todo sob mosquiteiros e/ou em ambiente protegido (refrigerado com portas e janelas fechadas ou protegidas por tela, com repelentes ambientais).
 
Fonte: Plano Estratégico de Vacinação contra a Febre Amarela do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, do Ministério da Saúde, e departamentos de Vigilância em Saúde e de Atenção Básica (Deab), da Secretaria Municipal de Saúde.
 
 
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