Turismo
07/02/2018 - 04h06

Rio Quente Resorts: as águas quentes que atraem crianças e idosos


Na cidade de Rio Quente, a 27 quilômetros de Caldas Novas, complexo de hospedagens, parques e outras atrações já atraiu 1,5 milhão no mesmo ano
 
Entre uma mesa e outra, Seu Osmar retribui cumprimentos afetuosos dos clientes do Restaurante Pequi, no Rio Quente Resorts, onde trabalha há 31 anos. Vez ou outra ele para, dando uma palavrinha com os conhecidos de décadas. Eles são os melhores retratos da antiga pousada – hoje resort – incrustada no pé da Serra de Caldas, na cidade de Rio Quente, em Goiás.
 
Basta olhar para as mesas ao redor de Seu Osmar para começar a entender o porquê: elas estão, quase que por completo, ocupadas por ao menos três gerações de uma mesma família. E, provavelmente, não será a primeira vez dos mais velhos ali. “Tem quem venha sempre. Muitos voltam viúvos, choram, se emocionam. Tem gente que vem pequeno e vai crescendo. Gente que vem duas vezes por ano e passa 30 dias”, conta ele, referindo-se aos antigos frequentadores do local. 
 
Trata-se, portanto, de um destino cuja história é feita a partir de várias linhas do tempo se levarmos em conta a quantidade de turistas que o colocou no radar das férias repetidas vezes. Os motivos são diversos. Mas a vantagem de conseguir agradar de crianças a idosos pode justificar os 1,5 milhão de pessoas que visitaram o local em 2016, bem como os 180 voos fretados anualmente, em média, pelo resort para levar os hóspedes até o aeroporto de Caldas Novas, distante 27 quilômetros de Rio Quente. 
 
Casais mais jovens e grupos de adolescentes podem se divertir por ali – o ideal é ficar de quatro dias a uma semana. Entretanto, são minoria entre o público do resort e de seus parques. A história de que as águas quentes atraem idosos, sobretudo, se justifica: o animado grupo de cantoras da terceira idade no ônibus que nos levou do aeroporto ao hotel é prova disso.
 
Mas os toboáguas, as piscinas de água doce e transparente e a praia artificial são prato cheio para crianças e adolescentes até 14 anos, em média. Não me deixam mentir as conversas entre famílias sobre rinites e antialérgicos, ou as negociações entre adultos e crianças à mesa: “se você comer o brócolis, pode ir na piscina de ondas”. 
 
Transformação. Tudo começou em 1964, quando a Pousada do Rio Quente foi inaugurada na pequena cidade de mesmo nome. O empreendimento tinha potencial. Era preciso acomodar os turistas interessados em banhar-se nas águas quentes da região, que “brotam” do chão depois de a água da chuva penetrar as rochas da Serra de Caldas, atingir profundidades de mais de mil metros e voltar à superfície superaquecidas. São essas águas (nas camadas mais baixas chegam à temperatura de 70 graus) que formam a maior bacia hidrotermal do mundo – e que correm no curso do Rio Quente, o protagonista de toda a nossa viagem. 
 
Foi apenas em 2003 que a Pousada do Rio Quente passou a se chamar Rio Quente Resorts. Muito antes, porém, o local já havia crescido e se transformado em um complexo de hotéis, restaurantes e atrações, entre elas o Hot Park, seu parque aquático, inaugurado em 1997 e aberto a hóspedes e não hóspedes. Hoje, o grupo possui também o Eko Aventura Park e conta com 1.300 quartos em sete hotéis. Há ainda a opção de time sharing, formato em que famílias diferentes pagam por ano para se hospedar em um mesmo local em épocas alternadas. 
 
E há novidades de entretenimento vindo por aí: o Hot City, um boulevard com palco para shows do lado de fora do resort, deve ser inaugurado até 2020, segundo Flávio Monteiro, diretor de Marketing do complexo. 
 
Sem negar que novidades são importantes para manter alto o número de visitantes, Monteiro afirma, porém, que mais do que investir em novas atrações a cada ano, o grupo pretende explorar melhor as 80 já existentes. Oferecer pacotes variados, incluindo mais ou menos opções de diversão, é um dos caminhos. O outro é ser destacar o fato de ser um destino para todas as estações, inclusive o inverno. Afinal, quem não quer água quente nos pés o ano todo?
 
SAIBA MAIS
 
Como ir: há voos fretados às quintas e domingos entre São Paulo e Caldas Novas. De lá, o transfer do resort leva ao hotel escolhido em Rio Quente (são 20 minutos). Até 30 de abril, há voos diários fretados partindo de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba com direção ao aeroporto de Goiânia, também com serviço de traslado (são 175 km até Rio Quente). Consulte valores na central de vendas: 11-3512-4830. Para quem vai por conta, passagens SP – Caldas Novas a partir de R$ 977 na Gol e, na Azul, desde R$ 1.323. O mesmo trecho de carro leva 10 horas. Há estacionamento gratuito no resort para hóspedes (R$ 35 para quem vai passar o dia).
 
 
 
O Estado de S. Paulo
 

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