Culinária e Gastronomia
12/03/2018 - 05h41

Madame Clicquot, a primeira dama do champanhe




A imagem de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, estampada nas tampas que fecham as garrafas de champanhe, é clássica no mundo do vinho. É um reconhecimento do trabalho de Barbe-Nicole, que ficou viúva aos 27 anos, e trouxe muitas revoluções na maneira de elaborar e vender os espumantes franceses, isso no início do século 19.
 
A mais conhecida de suas invenções é a mesa de remuage, uma das técnicas que revolucionou a maneira de elaborar este espumante e é utilizada até hoje. Barbe-Nicole criou uma mesa, hoje chamada de pupitre, que permite que, como movimentos circulares na garrafa, os sedimentos da segunda fermentação desçam para o topo da garrafa inclinada e sejam retirados. Isso foi em 1816 e tornou os champanhes mais claros, sem sedimentos.
 
Mas seis anos antes, em 1810, ela já tinha feito o primeiro champanhe vintage (elaborado com uvas de uma única safra) registrado na região. Dois anos depois, em 1818, ela criou o primeiro champanhe rosado, ao misturar vinhos tintos da propriedade na bebida.
 
Do lado comercial, é conhecida a história da venda de seu champanhe para a Rússia, inclusive durante as guerras Napoleônicas. O rótulo laranja é, inclusive, uma homenagem ao czar, já que esta era a sua cor oficial. Há um livro bem interessante que conta a sua história e traz o início da saga deste que é um dos champanhes mais vendidos no mundo (é líder de mercado no Brasil, por exemplo). Escrito por Tila J.Mazzeo, o livro A Viúva Clicquot, lançado pela editora Rocco.
 
 
Suzana Barelli / Revista Menu
 

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