Polícia
26/03/2018 - 09h08

Procon e Caixa se reúnem no dia 4 para definir caso de penhores roubados


Essa é a última tentativa de acordo no valor da indenização aos clientes
 
Uma última tentativa de acordo quanto ao valor da indenização aos clientes que tiveram seus bens roubados no assalto sofrido pela Caixa Econômica Federal, em dezembro passado, em Santos, será tratada por representantes do Procon e do banco, no próximo dia 4 de abril, na Capital. 
 
A reunião é a última possibilidade de acordo entre o banco e os clientes através do Procon. Caso não haja uma definição, os clientes terão que entrar na Justiça Federal para resolver a situação. 
 
Após o crime, cerca de 3 mil pessoas lesadas no assalto procuraram o órgão para registrar reclamações em mutirões realizados na Cidade. O problema é que o contrato de penhor prevê, em casos como este, pagamento de 150% em cima da avaliação feita pelo banco. Com isso, quem teve sua joia avaliada em R$ 1 mil, será indenizado em R$ 1,5 mil. Consumidores se queixam de que o valor de avaliação do banco é muito abaixo do de mercado.
 
Conforme o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma, a maioria das pessoas não tem recibos ou notas fiscais que comprovem o quanto pagaram pelo bem roubado.
 
“Poucas pessoas possuem estes papeis, mas já pudemos ver que, em alguns casos, o valor real é dez vezes maior que o analisado pelo banco”.
 
Clientes lesados no assalto e que ainda não registraram a reclamação contra o banco podem formalizar queixa nos postos de atendimento do Procon em funcionamento na Cidade. É importante destacar ainda que, mesmo aqueles que não registraram reclamação no órgão, poderão se beneficiar de eventual ação civil pública, que vier a ser ajuizada pelo Ministério Público Federal.
 
Isso significa, de acordo com o Procon, que, havendo uma ação coletiva, pessoas que tiveram suas joias roubadas, mas que não procuraram o órgão, poderão ser ressarcidas.
 
 
Da Redação
 

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