Esportes
24/04/2018 - 06h19

Capacidade do estádio: um desafio para a Briosa na Série A2


O regulamento prevê jogos em estádios para 8 mil pessoas, 2 mil a mais que a capacidade de Ulrico Mursa

 
Finalistas da Série A3 do Campeonato Paulista, Portuguesa Santista e Atibaia comemoram o acesso à segunda divisão estadual em 2019, além de dividir a mesma preocupação. Hoje, nenhum dos clubes atende ao regulamento da Federação Paulista de Futebol (FPF), que determina estádios com capacidade acima de 8 mil pessoas na Série A2. 
 
Segundo o presidente da Briosa, Emerson Coelho, o clube não pretendia investir no estádio Ulrico Mursa, mas uma opção seria retomar o velho formato da casa lusitana. “Construir uma arquibancada onde antigamente havia uma, ali do lado do estacionamento principal”, sugeriu. 
 
O regulamento, porém, permite duas possibilidades. Uma seria jogar em outro estádio da Cidade com a capacidade mínima exigida, no caso, a Vila Belmiro. Opção que Emerson Coelho não considera ideal. “A Vila é casa do Santos, que também utiliza o estádio. Também não sei se é viável, porque pelo tamanho, você é obrigado a aumentar número de policiamento e de fiscais”, aponta.
 
A outra é prevista no próprio regulamento, que autoriza o clube cujo estádio não atender a capacidade “a mandar suas partidas no referido estádio por período não superior a dois anos, desde que tenha as providências para adequação da capacidade mínima aprovadas pelo Departamento de Insfraestrutura de Estádios” da federação. “Também é um caminho, de repente é um tempo que eu preciso, vamos ver”, ponderou Coelho.
 
Em 2015, o Atibaia viveu a mesma situação. Apesar de conquistar o acesso em campo, foi impedido de jogar a Série A2 em 2016 porque seu estádio, o Salvador Russani, não atendia aos requisitos da FPF. Até hoje o time manda seus jogos no estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba. Em março passado, vislumbrando um possível acesso, o presidente do Atibaia, Alexandre Barbosa, garantiu, em entrevista ao site Globoesporte.com, que, se subisse, o clube jogaria a A2 em 2019, pois negociava o assunto com a federação.
 
Futuro do time
 
Com apenas a decisão da Série A3 a jogar neste primeiro semestre e a indefinição sobre a participação na Copa Paulista, a pergunta que fica na cabeça do torcedor rubro-verde é: qual o futuro da equipe? “Nossa ideia é não disputar a Copa Paulista, porque ela é deficitária e não tem verba da federação”, diz Coelho, abrindo exceção para a disputa apenas se o clube arrumar um patrocinador que banque as despesas com elenco e comissão técnica.
 
Certo é que, jogando ou não a Copa Paulista, a Portuguesa pretende manter boa parte do elenco. “Nossa ideia é alongar os contratos (dos jogadores que têm vínculo somente até o final da A3) e emprestar os jogadores, para que em novembro, dezembro eles retornem pra disputar a A2 (em 2019)”.
 
Mais difícil, segundo o dirigente, é segurar o técnico Sérgio Guedes. “Acredito que o Sérgio receba grandes propostas, irrecusáveis, por todo o trabalho que ele fez. Ele merece. E quem sabe, lá na frente, o Serjão volte de novo”, projeta.
 
 
Régis Querino / A Tribuna On-line
 

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