Sindical
25/05/2018 - 10h14

Caminhoneiros da região não reconhecem acordo


Categoria não reconhece o acordo de suspensão da paralisação, que foi anunciado na noite desta quinta-feira por ministros do Governo Federal
 
Um acordo entre o Governo Federal e líderes do  movimento dos caminhoneiros para colocar fim, ao menos por 15 dias, à greve dos caminhoneiros foi anunciado na noite desta quinta-feira (24). A redução em 10% do valor do óleo diesel por 30 dias, porém, não agradou aos profissionais da Baixada Santista, que não reconhecem tal compromisso. 
 
A Tribuna On-line entrou em contato com o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) e confirmou que a paralisação continuará, nesta sexta-feira (25), na região. 
 
"Não fomos consultados. Se tivéssemos sido, eu teria dito que não aceitamos esse acordo. Falta tudo, não foi conquistado nada do que pedimos", diz o presidente do Sindicam, Alexsandro Viviani.
 
O acordo anunciado
 
De acordo com ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente Michel Temer estava "preocupadíssimo" com reflexos da crise e, por isso, foi montado um gabinete para acompanhar a crise provocada pela greve dos caminhoneiros. "Agimos com agilidade. Nós precisamos retomar a vida normal", disse.
 
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, garante redução de 10% no preço do diesel. O preço ficará fixo por 30 dias (os últimos 15 dias arcados pela União). A primeira quinzena custaria cerca de R$ 350 milhões a Petrobras como compensação. O ministro diz que o preço de referência é o da refinaria.
 
Guardia explica sobre o gasto com a redução do preço do diesel. "Os primeiros 15 dias da compensação serão bancados pela Petrobras. Ao final do mês, veremos a diferença. A política de preços (dos combustíveis) está mantida".
 
Ele esclarece que o preço de referência é R$ 2,10 (nas refinarias). "Teremos que apurar mês a mês a diferença. Nós não temos essa dotação orçamentária. Essa despesa contará com crédito extraordinário". É uma subvenção arcada com recursos da União, explica.
 
Gasolina
 
Questionado sobre o preço da gasolina, Eliseu Padilha destacou que o dia foi de consagração de um acordo com os caminhoneiros. "Estávamos tratando de óleo diesel. O movimento está centrado na reivindicação deles".
 
Veja pontos do acordo:
 
-  Preço do diesel será reduzido em 10% e ficará fixo por 30 dias. Nesse período, o valor referência será de R$ 2,10 nas refinarias
 
 - Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação à petrolífera.
 
- A cada 30 dias, o preço do diesel será ajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês.
 
- A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai contratar caminhoneiros autônomos para atender até 30% da demanda de frete. O governo editará uma medida provisória.
 
- Não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas
 
- Tabela de frete será reeditada a cada três meses
 
- Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, será zerado em 2018
 
- Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas
 
- Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da paralisação serão negociadas com órgãos responsáveis
 
- Entidades e governo terão reuniões periódicas a cada 15 dias
 
- Petrobras irá contratar caminhoneiros autônomos como terceirizados para prestação de serviços 


A Tribuna On-line / Agência Brasil
 

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