Polícia
28/05/2018 - 04h58

Caixa se nega a fazer acordo de joias roubadas


Os clientes prejudicados que procuraram o Procon poderão entrar com ações individuais na Justiça
 
A tentativa de acordo entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Procon-Santos terminou mais uma vez sem resposta positiva aos clientes do banco que tiveram suas joias - que estavam penhoradas - roubadas. A segunda audiência aconteceu na última  sexta-feira (25), na Justiça Federal de Santos. A partir de agora, os prejudicados que procuraram o Procon poderão entrar com ações individuais na Justiça.
 
O advogado da CEF, Everaldo Ashley, disse que não há proposta de acordo por parte do banco. “A Caixa entende, hoje, que a indenização contratual é adequada”.
 
Após o encerramento da audiência, o juiz federal Mateus Castelo Branco Firmino da Silva ressaltou que a Central de Conciliação de Santos está aberta para novas tentativas caso o banco reconsidere o seu posicionamento. “A conciliação pode acontecer a qualquer momento, desde que haja interesse das partes. Isso é importante porque evita centenas de ações no Judiciário”.
 
O coordenador do Procon, Rafael Quaresma, explicou que 3 mil pessoas já procuraram o órgão. “Vamos manter as tratativas para um possível acordo, ainda envolvendo o Ministério Público Federal (MPF). Mas não me sinto à vontade em pedir para que esses consumidores aguardem mais. Se essas pessoas entendem que o melhor caminho é o ajuizamento da ação, poderão inclusive utilizar nosso material, como registro de reclamações”. Estiveram presentes na audiência os vereadores Ademir Pestana (PDSB) e Braz Antunes (PSD).
 
Multa
 
No dia 25 de abril A Tribuna noticiou que o Procon-Santos poderia multar a Caixa em R$ 9 milhões pelos danos causados aos consumidores. Questionado sobre a possível sanção, Quaresma explicou que a possibilidade de multa permanece. No entanto, o órgão irá aguardar pelo menos até junho uma posição da instituição financeira. “A multa é um divisor de águas em relação a essas tentativas de acordo, mas infelizmente não resolve a vida do consumidor”. 
 
Entenda
 
O impasse entre o banco e os clientes acontece desde o dia 17 de dezembro, quando uma quadrilha invadiu a agência no Centro de Santos e fugiu levando dinheiro, armas e joias penhoradas que estavam nos cofres. Após a comunicação do roubo, o Procon realizou mutirões convocando os clientes. Isso aconteceu porque o órgão e o MPF entenderam que os consumidores estavam sendo lesados pela instituição por conta do contrato de penhor só prever o pagamento de 100% do valor de avaliação da joia e mais 50% de multa.
 
 
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