Sindical
29/05/2018 - 10h23

Sindicato diz que não há prazo para normalização de combustíveis na Baixada Santista e Vale do Ribeira


Entidade alega que não há gasolina e etanol nos postos e que poucos possuem diesel na região. Situação só acaba com o fim da greve dos caminhoneiros.
 
A falta de gasolina e etanol nos postos de combustíveis das cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira não tem prazo para terminar. A crise no abastecimento tem se agravado ao longo da greve dos caminhoneiros, que nesta segunda-feira (28) chegou ao oitavo dia seguido.
 
Há poucos postos com reserva de diesel, além do Gás Natural Veicular (GNV), que é encanado. Segundo José Hernandes, presidente do Sindicombustíveis Resan, entidade que representa os postos de combustíveis na Baixada Santista e Vale do Ribeira, a situação só irá se normalizar com o fim da paralisação.
 
"A situação continua a mesma, e não há previsão de quando vai terminar. Nada mudou. Poucos postos ainda têm diesel, mas o cenário só deve mudar com o fim da greve. Não se sabe quando isso vai acontecer", explica.
 
Segundo Hernandes, o fornecimento de combustíveis a veículos oficiais só está acontecendo graças a um acordo feito entre as distribuidoras e alguns postos da região. Isso é previamente acordado com os proprietários de algumas unidades selecionadas.
 
"São as distribuidoras que solicitam escolta para a Polícia Militar. Os caminhões-tanque reabastecem os postos com a finalidade única e exclusiva de atender viaturas oficiais e ambulâncias", diz ele, que reitera que a sobra deste combustível não pode ser repassada ao consumidor final.
 
Greve continua
 
A mobilização dos caminhoneiros, que começou no último dia 21, permanece na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. A categoria pede redução do preço dos combustíveis e o aumento do valor do frete cobrado.
 
Na noite de domingo (27), o presidente Michel Temer (MDB) anunciou novas medidas para a redução no valor do diesel, em mais uma tentativa de por fim à paralisação. Ainda assim, os protestos continuam na região e no país, fazendo com que munícipes continuem a enfrentar problemas de abastecimento de alimentos e combustíveis, transporte público e outros.


G1 Santos
 

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