Portos
06/06/2018 - 04h19

Forças armadas deixam o Porto de Santos; operações ocorrem normalmente


Decreto Presidencial que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na desobstrução de vias públicas até o dia 4 de junho não foi prorrogado.
 
Nove dias após a chegada dos fuzileiros navais, que foram deslocados para garantir a segurança e restabelecer as operações rodoviárias no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foi encerrada, nesta terça-feira (5), a 'Operação Caiçara'. A medida emergencial, que contou também com apoio do Exército, foi decorrente do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem e não foi prorrogada.
 
Com isso, o Porto de Santos volta a operar sem a necessidade de tropas militares garantindo a segurança em seus acessos. Na manhã do dia 31 de maio, 1.500 militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Rodoviária Federal, chegaram aos locais para fazer a segurança nos acessos ao Porto e garantir a saída dos caminhões que ainda estavam dentro dos terminais.
 
Segundo o comando da operação, a ocupação seria mantida enquanto houvesse risco de novas ações dos caminhoneiros. Cinco dias após o fim da greve no local, não há mais registro de aglomerações de caminhoneiros nos acessos ao cais.
 
Operação
 
A greve dos caminhoneiros começou em 21 de maio em todo o Brasil. Os profissionais pediam a redução no valor dos combustíveis e o aumento do preço do frete. Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, a categoria também se mobilizou em rodovias e nos acessos ao Porto de Santos.
 
No sábado, por conta do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem, o Navio-Patrulha Macaé (P70) atracou no cais santista como medida emergencial. No domingo, outros 260 fuzileiros navais chegaram a Santos no Navio Doca Multipropósito Bahia (G40). Vindo do Rio de Janeiro, ele chegou com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros.
 
Na quinta-feira (31), fuzileiros foram espalhados pelo Porto de Santos para providenciar a escolta de caminhoneiros que queiram entrar ou deixar o cais para seguir viagem, com ou sem carga. Eram três pontos de concentração dos militares, dois na Margem Direita, em Santos.
 
Em nota, o Governo Federal informou que a ação ocorre em conformidade com o Decreto Presidencial n° 9.382, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na desobstrução de vias públicas até o dia 4 de junho.


G1 Santos
 

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