Culinária e Gastronomia
18/06/2018 - 03h19

Churrasco fica 24% mais caro


Entre a Copa de 2014 e a edição na Rússia, valor da carne subiu 2 dígitos, acompanhado por itens do vinagrete

 
Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) revela que os itens normalmente utilizados para o churrasco ficaram 24% mais caros em 2018 ante a última edição da Copa do Mundo.
 
O estudo avaliou o comportamento dos preços de 15 itens que compõem um churrasco, sendo que nove deles tiveram alta superior as taxas de inflação. A FecomercioSP destaca a elevação de valores nos seguintes ingredientes do vinagrete: cebola (85,8%), vinagre (45,7%) e sal (35,7%). O tomate, no entanto, apresentou recuo de 6,7% no preço em relação à última edição do mundial.
 
A proteína bovina e a cerveja também tiveram alta, de 24,9% e 26%, respectivamente, porém, abaixo da inflação do período. Os preços de outras bebidas alcóolicas e refrigerantes e água mineral apresentaram elevação de 34,4% e 32,1%, consecutivamente, enquanto o do frango em pedaços ficou praticamente estável (-0,1%) no período.
 
De verde e amarelo
 
Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo continua tímido o movimento do comércio especializado em produtos verde e amarelo, confirmando a estimativa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que apontou alta de 1% nas vendas.
 
O presidente da entidade, Aldo Gonçalves, diz que os lojistas continuam preocupados com o movimento nas lojas especializadas e espera que o bom desempenho da seleção estimule o consumidor ao longo do campeonato.
 
Ele lembra que na Copa em 2014 realizada no Brasil, a venda de produtos verde-amarelo deixou a desejar e resultou em um estoque encalhado da ordem de R$ 12,8 milhões no Estado do Rio e R$ 5,7 milhões na cidade, com produtos como camisetas, cornetas, boné, bandeira para carro, bola e outros itens temáticos. Gonçalves cita também que, na Olimpíada, que foi no Rio, o comércio esperava alta de 5% e vendeu menos de 2%. “As vendas acabam ficando concentradas nos setores de alimentação e entretenimento”, diz ele.
 
 
DCI
 

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