Previdência
25/06/2018 - 04h27

Diretor do INSS prevê caos no atendimento em 2019


Órgão tem 33 mil funcionários, mas teria que ter 50 mil para atender demanda nos postos no próximo ano
 
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) corre contra o tempo para evitar um apagão nas agências em 2019. O risco de colapso é provocado pela falta de servidores nos postos. A estratégia adotada para evitar que isso ocorra é apostar na ampliação dos serviços pela internet.
 
As informações foram confirmadas por A Tribuna em entrevista exclusiva com o diretor nacional de Benefícios do INSS, Alessandro Ribeiro.
 
Atualmente, o Instituto tem 33 mil trabalhadores no País, mas seriam necessários 50 mil para dar conta da demanda nos postos - uma defasagem de 17 mil servidores (34%). Sem contar que há 8 mil processos de aposentadoria em andamento para este ano.
 
O órgão já pediu a contratação de 10 mil pessoas por meio de concurso. Mas aguarda a liberação do Ministério do Planejamento e, por enquanto, não há prazo para que isso ocorra, avisa o Ministério.
 
“Estamos trabalhando com mudanças, como a concessão automática de aposentadoria por idade e salário-maternidade, que reduzem os atendimentos nas agências. Com isso, conseguimos um aumento de produtividade dos servidores. No Estado de São Paulo, esse aumento foi de 15%”, informa Alessandro Ribeiro.
 
Empurrar
 
Segundo ele, os investimentos em canais remotos e acordos de cooperação técnica estão na lista das medidas que ajudaram a empurrar o risco de apagão, inicialmente previsto para o segundo semestre de 2018, para o próximo ano.
 
O INSS já concedeu cerca de 13 mil benefícios de forma automática pela internet (meu.inss.gov.br), desde que o sistema foi implementado, no final de maio, aliviando a agenda de atendimento nas agências. “A virada de chave agora será a aposentadoria por tempo de contribuição”, acrescenta o diretor.
 
Novidades
 
Em agosto, se tudo der certo, o trabalhador também poderá pedir a aposentadoria por tempo de contribuição de forma totalmente automática pelo Meu INSS.
 
E, se houver algum problema de documentação, em vez de ser chamado para ir à agência, poderá enviar a papelada pelo site. “A alteração do Cnis será feita pelo site ou pelo aplicativo (Meu INSS). Hoje não é possível”. Com a mudança, o prazo médio de concessão, que é de 80 dias no País, deve ser reduzido para 45 dias.
 
 
Rosana Rife / A Tribuna On-line
 

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