Geral
30/07/2018 - 03h41

Famoso tesouro de Ilhabela: livro deste pesquisador garante dizer onde está




Dois anos atrás, ao lançarem o livro “Ilhabela e o Tesouro da Trindade”, os pesquisadores Saint´Clair Zonta Júnior e Jeannis Michail Platon (sobretudo o primeiro, que dedicou quatro anos quase que exclusivamente ao tema) se propuseram a revelar segredos e elucidar os enigmas sobre o lendário tesouro do Saco do Sombrio, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O livro, no entanto, pouco circulou além dos limites do município de São Sebastião, onde os dois pesquisadores vivem.
 
Agora, no entanto, uma nova edição do livro, revista e com nova narrativa, a ser lançada até o final do ano, deve trazer novamente à luz a intrigante (e bem plausível) história do mais famoso suposto tesouro do litoral brasileiro, que começou a ser procurado quase 80 anos atrás pelo abnegado engenheiro belga Paul Thiry, na principal ilha do litoral paulista.
 
Tal qual na edição anterior do livro, o pesquisador Saint´Clair Zonta Júnior promete mostrar todas as evidências sobre os locais da ilha onde teriam sido escondidos objetos de valor no passado. “Mas, se ainda há algo lá eu não sei dizer, porque o meu trabalho se limitou a pesquisar todas as evidências sobre onde os tesouros teriam sido depositados, não em explorá-los”, diz Zonta, que sempre alegou “questões pessoais” para não ir atrás do que porventura ainda haja nos pontos por eles identificados e detalhadamente explicados no livro.
 
“Sei que praticamente ninguém acredita nisso, mas o meu interesse nessa história nunca foi encontrar tesouro algum, mas apenas desvendar o enigma da sua localização, o que o livro revela em detalhes, tanto em textos quanto em fotos e desenhos”, garante o autor-pesquisador.
 
“Tenho razões pessoais para não ir além disso, porque sempre senti uma energia muito ruim todas as vezes que estive pesquisando os locais na ilha”, explica Zonta, que, durante as pesquisas para o livro se tornou espírita, “porque não havia explicações razoáveis para certas coisas que aconteciam”.
 
Ex-policial federal recentemente aposentado, Saint´Clair Zonta Júnior, de 52 anos, diz que conduziu as pesquisas sobre os locais onde eram depositados os tesouros que piratas do século 19 esconderam na ilha (são três lugares, segundo ele, todos na parte menos acessível de Ilhabela, um deles com pequenas pedras obstruindo a entrada) como uma investigação policial de verdade. “Tudo foi pesquisado, checado e fundamentado, como mostra o livro. Nada foi apenas interpretado ou deduzido”, garante o autor, que partiu de pesquisas anteriores feitas na região desde a década de 1940, por dois abnegados pesquisadores que o antecederam, o engenheiro belga Paul Thiry e, mais tarde, o seu amigo, Osmar Soalheiro. Hoje, porém, Zonta garante não querer saber mais dessa história.
 
“Cansei de ser tratado como maluco e de passar o tempo todo tentando provar que o tesouro de Ilhabela não é uma história da carochinha”, explica Zonta.
 
“O que eu queria fazer, que era provar a autenticidade dos fatos e a existência dos locais que serviram de depósitos para esconder algo no passado, eu já fiz, no livro. Mas, daqui em diante, a missão é para arqueólogos que estejam interessado em preservar esta parte da história da ilha”, diz o autor do livro, cuja terceira edição deve ganhar, também, uma versão em inglês, já que uma editora inglesa demonstrou interesse no mais famoso tesouro da costa brasileira (cuja intrigante história pode ser conferida aqui)
 
O lendário tesouro de Ilhabela teria algo a ver com o saque das riquezas do Peru, pelos espanhóis, em 1821, e foi arduamente procurado, durante 40 anos, pelo engenheiro belga Paul Thiry, que morreu em 1979, e foi sucedido pelo seu amigo Osmar Soalheiro, também já falecido.
 
Zonta partiu das pesquisas dos dois para conduzir suas investigações, que, no entanto, apontaram em outras direções – e, segundo ele, levaram até os três depósitos na ilha onde teriam sido guardados (ou estão lá até hoje…) objetos de valor histórico ou bem mais que isso.
 
E por que o autor, sabendo que locais são esses, não os explorou?
 
“Primeiro, porque sou um ex-policial federal, e o dever funcional de todo policial federal é justamente proteger o patrimônio do país em vez de depredá-lo”, explica Zonta, que acrescenta: “Quem me conhece, sabe o valor que dou a esse tipo de coisa”.
 
“Segundo”, prossegue, “porque os três depósitos que identifiquei ficam dentro da área protegida do Parque Estadual de Ilhabela, o que exigiria uma série de autorizações e um completo projeto de pesquisa arqueológica para poder ser investigado e explorado”. E acrescenta:
 
“O que sempre me instigou nesta história foi apenas o desafio de comprovar se os esconderijos existiram ou não. Nunca tive nenhuma ambição financeira, nem jamais pensei em tocar em nada que porventura houvesse dentro deles, por razões espirituais pessoais”, garante.
 
“Por isso, me limitei a descobrir a localização dos depósitos, sem entrar para ver se havia algo dentro”, explica.
 
E completa: “Talvez, ainda haja, se é que já não foram lá retirar”.
 
 
Universa
 

Comentários (0)


Fala Santos
E-mail: contato@falasantos.com.br
© 2010 Fala Santos. Todos os direitos reservados. site criado por