Culinária e Gastronomia
01/08/2018 - 05h39

Por que os insetos podem se tornar a nova carne


Hoje um divisor de opiniões, o consumo de insetos pode se tornar comum em breve

 
Hambúrguer de besouros, almôndegas de bicho-da-farinha e o que mais a imaginação permitir. Em breve, pratos como esses poderão deixar de ser exóticos para se tornarem parte da nossa dieta.
 
Embora soe estranho aos ocidentais, o consumo de insetos é bem grande mundo afora. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas os incluam na dieta, sendo países da Ásia e da África os principais adeptos.
 
Segundo estimativas, porém, os insetos não devem demorar a se popularizar no resto do mundo. De acordo com um estudo da Meticulous Research, empresa de pesquisa de mercado, o mercado global de insetos comestíveis tem potencial para quase triplicar até 2023, chegando a US$ 1,18 bilhão.
 
As razões para esse possível crescimento, como aponta um artigo do Fórum Econômico Mundial, são inúmeras. Comparados às vacas, aos porcos e aos frangos, por exemplo, os insetos podem ser criados de forma mais sustentável e potencialmente mais barata.
 
Para se ter uma ideia, uma vaca produz, a cada quilo que pesa, 2,8 quilos de gases do efeito estufa. Um quilo de insetos, por sua vez, produz apenas 2 gramas.
 
Além das emissões, o gasto de água e recursos naturais também seria bem menor. Para cada quilo, o gado precisa de 10 quilos de alimentos para se manter. No caso dos insetos, a demanda cai para 1,7 quilo. E, enquanto para produzir um grama de proteína de inseto são necessários 23 litros de água, no caso do gado são gastos 112 — enquanto porcos demandam 57 litros e frangos, 34.
 
Do ponto de vista dos produtores, há ainda outros benefícios. A criação de insetos demandaria bem menos espaço e máquinas muito menores, o que poderia contribuir para a diminuição de gastos.
 
E, segundo outro estudo, os consumidores não sairiam perdendo ao incluir os insetos no cardápio: suas composições nutricionais são mais diversas que as das carnes comuns, enquanto as proteínas são encontradas em quantidades semelhantes.
 
 
Época Negócios
 

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Fala Santos
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