Mundo
06/08/2018 - 05h17

‘Não vai ganhar nada’: a tumultuada relação de Steve Jobs com sua filha


Ela o acompanhou até o fim da vida dele. Ele por anos rejeitou participar da vida dela e, quando o fez, se mostrava distante e instável. Assim Lisa Brennan-Jobs apresenta a conturbada relação com o pai, o cofundador da Apple Steve Jobs, em um livro de memórias a ser lançado em setembro.
 
Na escola, ela contava com orgulho quem era seu pai. "É famoso. Ele inventou o computador pessoal. Vive em uma mansão e dirige um Porsche conversível, comprando um novo a cada vez que o anterior tem um arranhão".
 
Mas, conforme conta em Small Fry (algo como "menina insignificante", em tradução livre), Lisa Brennan-Jobs passou por um calvário burocrático e emocional para ser reconhecida por seu pai - que em vida teve outros três filhos. 
 
Os últimos dias de Steve Jobs
 
O relato de Brennan-Jobs, a partir do qual a revista Vanity Fair publicou um fragmento, mostra que a relação entre os dois melhorou com o passar dos anos, mas nunca foi harmônica.
 
Brennan-Jobs, hoje jornalista, visitou com frequência o pai adoecido em seus últimos anos de vida, até a morte dele por um câncer de pâncreas, em outubro de 2011.
 
"Ele estava na cama, de bermuda, e as pernas estavam nuas e magras como os braços, dobradas como as de um gafanhoto", escreve a filha de Jobs sobre uma de suas visitas.
 
"Antes de me despedir, fui ao banheiro e coloquei um spray perfumado. Quando voltei para o quarto, ele se levantou e, quando nos abraçamos, pude sentir suas vértebras e costelas."
 
Ela diz que, depois disso, o pai falou