Culinária e Gastronomia
06/08/2018 - 05h31

Saiba como foi criado o Big Mac, ícone do fast-food global


Sanduíche completou 50 anos e já virou índice econômico e alvo de campanhas contra obesidade


 
Um dos sanduíches mais famosos do mundo já virou filme em Hollywood, índice de valorização de moedas, alvo de campanhas contra a obesidade e agora moeda comemorativa. O Big Mac completou 50 anos na última quinta-feira como o item mais vendido do McDonald’s no Brasil. Aliás, o brasileiro é um dos que mais comem o clássico do fast-food em todo o mundo.
 
A ideia de lançar o sanduíche que se tornou um ícone global veio de um franqueado da rede em Pittsburgh, Michael James Delligatti, em 1967. Mais tarde, ele acabou admitindo que havia uma grande semelhança entre o Big Mac e um popular sanduíche vendido à época pela cadeia de restaurantes Big Boy.
 
“Não foi como descobrir a lâmpada. A lâmpada já estava lá. Tudo o que eu fiz foi conectá-la na tomada”, afirmou Delligatti, segundo o livro “Behind the Arches”, de John F. Love, que conta a história da rede.
 
No início sem pão com gergelim
 
Após muita insistência de Delligatti, o McDonald’s autorizou a venda do sanduíche criado por ele apenas na sua loja, mas desde que fosse usado o pão de hambúrguer tradicional da empresa. Não funcionou. Delligatti tentou um pão maior com sementes de gergelim, e o sanduíche logo viu suas vendas crescerem em 12%. O Big Mac então foi incluído no meu nacional do McDonald’s em 1968.
 
Outras criações de franqueados que fizeram sucesso na rede foram o McFish e a Torta de Maçã.
 
Por aqui, um milhão de Big Macs são vendidos por mês. A cada mil sanduíches vendidos pelos 930 restaurantes no Brasil, cerca de 400 são o tradicional “dois hambúrgueres, alface, queijo e molho especial, cebola e picles num pão com gergelim”. Os números colocam o país entre os dez mais importantes para o produto.
 
— O Brasil é um dos dez mais relevantes, atrás de Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Austrália, Canadá, Rússia, entre outros. O sanduíche foi um dos responsáveis por introduzir a alface americana na dieta do brasileiro. Embora o Big Mac seja global, todos os ingredientes são produzidos 100% no Brasil — disse David Grinberg, diretor de Comunicação Corporativa da Arcos Dourados, maior franquia McDonald’s do mundo.
 
Oito funcionários para preparar sanduíche em 90 segundos
 
Segundo Grinberg, é preciso oito pessoas para fazer o Big Mac, que fica pronto em 90 segundos. Além de ser um dos dez mais relevantes, o Brasil também ostenta o título de ter o sanduíche mais caro do mundo, segundo o Índice Big Mac, criado em 1986 pela revista britânica “The Economist”. A revista usou como preço de referência o valor de R$ 16,90 para o sanduíche.
 
Como o real se desvalorizou, o Big Mac ficou caro para o padrão de renda do brasileiro, se comparado ao preço do sanduíche e ao custo de vida em outros países. Segundo “The Economist”, o Big Mac deveria custar R$ 12,48 no Brasil, ou seja, 41% a menos do que o preço americano de US$ 5,51.
 
Quando criou o índice, a revista adotou o preço do Big Mac para comparar custos de vida no mundo inteiro justamente devido à presença global do sanduíche.
 
Alvo de críticas em campanhas contra obesidade
 
Mais recentemente, porém, o Big Mac e o McDonald’s viraram alvo de críticos sobre a qualidade da alimentação nas redes de fast-food, que contribuiriam para o aumento da obesidade no mundo. Em 2004, no documentário americano “Super Size Me”, que no Brasil ganhou o título de “A Dieta do Palhaço”, o cineasta Morgan Spurlock mostra os efeitos da alimentação a base do fast-food. Ele filma sua jornada de 30 dias se alimentando exclusivamente na rede McDonald’s. No período, ele engordou 11 quilos.
 
Nos últimos anos, seguindo a tendência de busca por alimentação mais saudável, a rede passou a incluir saladas e frutas no seu cardápio.
 
O sanduíche, que teve ainda várias campanhas publicitárias desde o início deste ano, e versões que incluíam o uso de bacon, terá uma série de moedas comemorativas, que poderão ser trocadas por novos sanduíches na hora da compra do Big Mac.
 
— Também criamos uma campanha publicitária global, em que o Rio de Janeiro é uma das cidades no mundo que aparecem no comercial. Aqui no Brasil o comercial será veiculado na internet — destacou Grinberg.
 
 
Agências Internacionais
 

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