Trabalho
20/08/2018 - 03h08

Lenta recuperação da economia aumenta dificuldades para desempregado voltar ao mercado de trabalho


A combinação de uma recessão profunda e prolongada (a economia encolheu quase 8% em 2015 e 2016) com uma recuperação muito lenta (crescimento de 1% no ano passado e apenas um pouco mais esperado para este ano) cria dificuldades adicionais para o mercado de trabalho, que vão além da taxa de desemprego e do número de desempregados.
 
O tempo que o trabalhador demora para encontrar outro emprego passa a ser muito maior. E quanto mais tempo fora do mercado, mais dificuldade terá para encontrar uma nova vaga.
 
No momento em que a economia readquirir fôlego, novos padrões de gestão e de tecnologia podem ser fatores excludentes para quem ficou um longo período sem trabalhar.
 
A repórter Bianca Pinto Lima fez um levantamento, com base na pesquisa Pnad Contínua divulgada na última quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando a evolução desse fenômeno: o desemprego de longa duração. No segundo trimestre deste ano, 5,1 milhões de brasileiros estavam procurando uma vaga de trabalho há um ano ou mais.
 
Isso significa que praticamente dois em cada cinco desempregados do país estavam nessa situação. Na comparação com o mesmo período de 2014 - considerado o início da crise - o aumento é de 120%.
 
Desse total, 1,9 milhão estavam buscando recolocação, sem sucesso, por um período entre um e dois anos. Enquanto outros 3,2 milhões estavam na fila do desemprego há dois anos ou mais (veja o gráfico abaixo).


 
Atualmente, 4,8 milhões de desempregados simplesmente desistiram de procurar vagas - são os chamados desalentados. É o maior contingente da série histórica do IBGE, que começou em 2012.
 
A situação varia de acordo com o estado. O Amapá é atualmente o local mais difícil para o desempregado se recolocar: 62% dos desocupados têm de esperar um ano ou mais para conseguir um novo posto de trabalho. O Rio de Janeiro vem logo na sequência (veja o gráfico abaixo).




Blog do João Borges / G1
 

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