Mulher
05/09/2018 - 04h25

Rede municipal oferece Plano de Parto para gestantes


Grávida da primeira filha, Stefani dos Santos Pereira, de 21 anos, é uma mulher totalmente preparada para o parto de Annalys, que deve chegar em aproximadamente três semanas: preencheu o Plano Individual de Parto (PIP), documento que expressa a sua vontade em relação aos procedimentos a serem adotados no momento do nascimento da filha.
 
Desde junho deste ano, a rede de saúde de Santos oferece o PIP às gestantes durante o período do pré-natal. Nesse plano, a futura mamãe assinala os procedimentos que deseja autorizar durante o trabalho de parto; o momento do nascimento; os cuidados com o bebê e o desejo de anticoncepção de longa permanência após o parto.
 
Um dos instrumentos da Rede Cegonha, o PIP tem como princípio a prioridade à assistência da mãe e do bebê, visando à redução da mortalidade materna infantil. O documento deve ser entregue pela parturiente assim que dá entrada na maternidade, junto com outros documentos importantes, como a sua carteirinha de pré-natal.
 
“Apresentaram o plano de parto em uma reunião entre as gestantes da Policlínica do Monte Serrat. Achei interessante porque quando se fala em trabalho de parto, a gente pensa que é tudo com a equipe médica. Ao fazer escolhas, as mães ficam mais tranquilas. Gostei muito também de conhecer os direitos das gestantes, até mesmo para poder exigir”, afirma Stefani.
 
Vale lembrar, no entanto, que as condições clínicas da gestante e do bebê no momento do parto são soberanas e que o desejo manifestado pode ser alterado por motivo de segurança. A equipe médica responsável deve informar à gestante, aos acompanhantes e familiares as alterações necessárias para a preservação da vida da mãe e do bebê.
 
“O plano de parto não garante tudo o que vai acontecer, porque vai depender do estado clínico, mas é um direito de expressar sua vontade e ter mais informação sobre os procedimentos que envolvem o nascimento da criança, estando mais preparada para participar de todas as fases do parto”, destaca o secretário de Saúde, Fábio Ferraz.
 
Um dos destaques do PIP é a oportunidade de a gestante decidir se deseja optar por um método contraceptivo de longa permanência imediatamente após o nascimento da criança. A rede municipal oferece duas opções: o DIU de cobre e o implante hormonal abaixo da pele.
 
“Acabamos também tendo a oportunidade de discutir o planejamento sexual e reprodutivo com essas gestantes, deixar que elas decidam se querem ou não ter mais filhos. Elas têm o tempo do pré-natal para pensar a respeito”, pontua Ferraz.
 
DIREITOS DAS GESTANTES
 
• Ser tratada pelo nome
 
• Saber o nome e função dos profissionais que lhe prestam assistência
 
• Ter privacidade
 
• Ter um acompanhante escolhido
 
• Ser escutada em suas queixas e ter suas dúvidas esclarecidas;
 
• Ser orientada antes e após os procedimentos
 
• Ter segurança (trabalho de parto) acompanhado no partograma por enfermeiro, médico obstetra e presença de médico pediatra/neonatologista em sala de parto
 
• Ser orientada sobre posições de parto
 
• Contato pele a pele com o bebê ao nascimento (caso não haja necessidade de manobras de reanimação na criança)
 
 
Da Redação
 

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