Sindical
14/09/2018 - 09h19

Sindest acusa hospital de suspender atendimento à Capep


Entidade fala em falta de repasse, mas Prefeitura e Santa Casa negam a denúncia
 
O Sindicato dos Servidores Estatutários de Santos (Sindest) acusa a Santa Casa de suspender os atendimentos de urgência e emergência aos mais de 26 mil beneficiários da Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal (Capep-Saúde). O sindicato alega que os repasses nos pagamentos à rede clínica conveniada estão atrasados. A Prefeitura e o hospital negam a denúncia.
 
O Sindest reclama de que o Município está deixando de repassar cotas para custeio de serviços. Essa pendência estaria fazendo médicos e clínicas da região se descredenciarem em massa. O sindicato cogita acionar o Ministério Público Estadual para investigar a situação da Capep. 
 
O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, explica que a situação dificulta o tratamento de servidores públicos da ativa e aposentados. “Mais de 80% dos atendimentos da Capep estão concentrados na Santa Casa de Santos. As pessoas buscam tratamento, mas têm acesso negado, mesmo com o valor (de contribuição) descontado de seus vencimentos”, diz. 
 
Pimentel afirma que pedidos de procedimentos cirúrgicos e exames ambulatoriais têm sido recusados aos beneficiários. Não é a primeira vez que isso ocorre: situação similar ocorreu em julho do ano passado e foi resolvida após acerto das parcelas atrasadas. 
 
A Capep é um órgão de assistência aos servidores municipais (trabalhadores da Prefeitura, da Câmara e seus dependentes) mantido pelo funcionalismo e pelo Executivo santistas.
 
O conselheiro fiscal da autarquia e diretor do sindicato, Josias Aparecido da Silva, destaca que a rede conveniada está com valores a receber há mais de seis meses. “Descontrole nos gastos e má gestão dos recursos têm sido a marca da atual administração (da Capep)”, diz ele, com base em uma auditoria interna que identificou “descontrole fiscal e administrativo” nas finanças da entidade. 
 
Silva declara que a Caixa só autoriza procedimentos pedidos por médicos credenciados. Ainda de acordo com o conselheiro, para não interromper o tratamento, os beneficiários pagam consultas e exames do próprio bolso.
 
Respostas
 
A Prefeitura nega atrasos nos repasses, “uma vez que os valores consignados em folha dos servidores tem sido repassados regularmente”.
 
A Capep-Saúde desmente que tenham ocorrido baixas recentemente e lembra que, desde janeiro de 2017, pagou à Santa Casa quase R$ 17 milhões. Afirma ter quitado ontem os custos referentes a julho (R$ 872 mil). Com isso, “espera que a Provedoria da Santa Casa retome o atendimento” aos beneficiários.
 
Em nota, a Santa Casa informa que não houve descredenciamento da Capep. Sobre a acusação do sindicato, alega que o hospital está com alta taxa de ocupação e há “necessidade de redirecionamento de alguns casos para outras unidades credenciadas para atendimento”.
 
 
Da Redação
 

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