Mulher
01/10/2018 - 04h19

Alerta vermelho no Outubro Rosa


A campanha Outubro Rosa deste ano começa com um preocupante alerta da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM): 2017 registrou o menor número de mamografias dos últimos cinco anos em mulheres entre 50 e 69 anos de idade atendidas pelo SUS. A dificuldade de acesso das mulheres para conseguir atendimento, desde o rastreamento para o diagnóstico precoce até o tratamento, é o principal obstáculo na luta contra o câncer de mama e vai de encontro ao objetivo do movimento internacional de luta contra o câncer de mama, que é a prevenção.
 
“Como o câncer tem pressa e muitas mulheres demoram meses para chegar ao tratamento, o que se vê nos hospitais são pacientes diagnosticadas com tumores avançados – pelo menos de 60% dos casos, o que não colabora com a redução da mortalidade. Quem pode, começa a pedir doações com familiares e amigos e inicia o tratamento na rede particular, mas as que não conseguem precisam aguardar o agendamento”, informa o presidente da SBM, Antônio Frasson. 
 
Segundo ele, o primeiro obstáculo é a falta de informação sobre onde podem agendar consulta com o mastologista, assim como a realização de mamografia, biópsia e cirurgia, já que os sistemas de regulação dos estados são complexos e obrigam as mulheres a ficarem aguardando em casa por um telefonema.
 
Campanha por mais acesso à mamografia
 
Este ano, a Sociedade Brasileira de Mastologia lançou a campanha +Acesso para Celebrar a Vida, um grito de alerta no mês de combate ao tipo de câncer mais freqüente entre as brasileiras. “O acesso das mulheres com alterações clínicas ou radiológicas precisa ser facilitado no Brasil, já que muitas vezes, entre o início dos sintomas e/ou percepção da alteração no exame, elas levam de 6 a 12 meses para procurar o especialista por falta de disponibilidade, sobretudo no serviço público. Este quadro drástico e lamentável precisa ser modificado com urgência”, afirma o mastologista.
  
O pior cenário dos últimos cinco anos
  
De acordo com o estudo realizado por pesquisadores da SBM, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, eram esperadas 11,5 milhões de mamografias pelo SUS em 2017, mas foram realizadas apenas 2,7 milhões, uma cobertura de 24,1%, bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As regiões Norte e Centro-Oeste continuam apresentando as menores coberturas quando comparadas às demais. Além da dificuldade para agendar e realizar a mamografia, há a realidade de hospitais com equipamentos quebrados e falta de técnicos qualificados para operá-los.
 
O tumor mais freqüente nas mulheres
 
De acordo com o Instituto do Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma. A estimativa para 2018 é de 59.700 novos casos. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. 
 
Acima de 35 anos a incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico quando diagnosticado precocemente e tratado.
 
Fatores de risco
 
Segundo o INCA, o câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como idade,  fatores endócrinos/história reprodutiva,  fatores comportamentais/ambien-
tais e fatores genéticos/hereditários.
 
Sintomas
 
O nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Outros sinais e sintomas são pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; saída de líquido anormal das mamas. São condições que devem sempre ser investigadas, porém, de acordo com o INCA, podem estar relacionadas a doenças benignas da mama.
 
Hábitos saudáveis
 
Além da realização de consultas e exames periódicos, a SBM reforça a necessidade da busca por hábitos saudáveis de vida para a prevenção da doença, com prática regular de exercícios, dietas pobres em gordura, combate à obesidade e aumento da cintura abdominal, sobretudo nas mulheres após a menopausa. 
 
 
Da Redação
 

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