Economia
30/10/2018 - 04h44

Bancos poderão cortar limite do cartão de crédito sem ter que esperar 30 dias


Governo voltou atrás de medida tomada em junho
 
O governo voltou atrás numa medida tomada em junho que obrigava os bancos a esperarem 30 dias antes de reduzir o limite do cartão de crédito dos clientes. A partir desta terça-feira, cada instituição definirá em quais casos esse corte poderá ser feito até imediatamente caso o risco do correntista aumente. Um banco pode, por exemplo, estabelecer que suspenderá o valor ofertado caso o cidadão fique desempregado.
 
Cada instituição terá de deixar claro na sua política de crédito quais serão os critérios estabelecidos. A decisão foi tomada nesta segunda-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
 
Os ministros avaliaram que a decisão de fazer o banco esperar um mês depois de comunicar o correntista para fazer a redução aumentava a exposição a risco e poderia ter o efeito contrário do desejado pela equipe econômica, que é diminuir sempre o custo para o tomador de crédito no Brasil.
 
Os técnicos da equipe econômica concluíram que não criar exceções para a regra dos 30 dias chegaria a aumentar os juros cobrados dos clientes. Com a possibilidade maior de inadimplência, as instituições poderiam diminuir a oferta de crédito para todos os correntistas ou até diluir um custo maior por todos os cartões.
 
O argumento levado pelos bancos para os ministros da equipe econômica é que o cliente poderia usar todo o limite intencionalmente do dia em que foi avisado que teria o limite cortado até o fim dos 30 dias e que isso elevaria consideravelmente o chamado spread bancário (a diferença de quanto custa o dinheiro para o banco e a taxa cobrada pela instituição do cliente).
 
— Essa medida tomada agora não diminui o spread bancário, mas evita com que ele aumente para todos — frisou o chefe do departamento de Normas do Banco Central, João André Pereira.
 
Na reunião desta segunda-feira, o CMN também decidiu mudar o limite de empréstimos para prefeituras. Como há demanda maior por financiamentos sem aval da União, os conselheiros remanejaram limites para que os bancos financiem obras nas cidades.
 
 
Extra
 

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Fala Santos
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