Meio Ambiente
13/11/2018 - 05h35

Ostras, molusco é a nova vítima das mudanças climáticas


É provável que o efeito das mudanças climáticas nos ecossistemas costeiros aumente os riscos de mortalidade das populações de ostras nos próximos 20 anos. A conclusão é de novo estudo conduzido pela Universidade de Nantes, o LEMAR (Laboratório de Ciências Ambientais Marinhas) em Plouzané. E o Cerfacs (Centro Europeu de Pesquisa e Treinamento Avançado em Computação Científica) em Toulouse, França.
 
Resultados da pesquisa: mortalidade de ostras aumenta após invernos
 
Os resultados mostram que a mortalidade de ostras geralmente aumenta após invernos quentes e úmidos no norte da Europa. Elas são afetadas por tempestades recorrentes que cobrem toda a bacia do Atlântico Norte.
 
Ostras: espécies chaves em ecossistemas
 
O principal autor do estudo é o Dr. Yoann Thomas, do Instituto Nacional Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável (IRD) da LEMAR. Ele disse que “espécies bentônicas (‘espécies que vivem em relação íntima com o fundo -substrato-, seja para fixar-se, ou para perfurar, escavar e/ou caminhar sobre a superfície’) como ostras são espécies-chave em ecossistemas costeiros. Por exemplo, elas constroem habitats de recife, que sustentam alta biodiversidade. E fornecem tremenda fonte de alimento em todo o mundo através de atividades de pesca ou aqüicultura. Mas são muito sensíveis às mudanças no clima e na qualidade da água, porque não podem se mover se um local se tornar inóspito. As populações de ostras são sentinelas de flutuações climáticas e tendências climáticas a longo prazo e, mais amplamente, da saúde dos ecossistemas costeiros.”
 
Níveis excepcionais de mortalidade podem tornar-se norma em 2035
 
“O que hoje são níveis excepcionais  de mortalidade podem tornar-se norma em 2035. E isso mesmo que o aumento da temperatura global seja limitado a 2 ° C acima do período pré-industrial, conforme o acordo Paris. O futuro  parece sombrio. Mas mostramos que será ainda pior sem uma redução clara das emissões de gases de efeito estufa por atividades humanas. Obviamente, precisamos agir rapidamente para evitar mais danos a pessoas muito sensíveis e vulneráveis”.
 
Fontes:
- https://phys.org/news/2018-10-oysters-climate.html;
- https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/os-organismos-bentonicos/33454;
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Ostra.
 
 
Mar Sem Fim
 

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