Saúde
13/11/2018 - 05h53

No Brasil, 68 mil novos casos de câncer de próstata devem ser registrados


No Brasil, calcula-se que 68 mil novos casos de câncer de próstata surjam este ano. Já em Santos, até setembro, 36 homens morreram em razão da doença este ano.
 
Um dos mais frequentes tipos entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata já causou mais de 14 mil óbitos no País, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
 
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou, para este ano, cerca de 68 mil novos casos.
 
Se confirmado, este número representa uma alta em relação a 2016.
 
Na época, a estimativa foi de 61.200 casos.
 
Segundo o Ministério da Saúde, aconteceram cerca de 14.926 mortes devido a doença naquele ano.
 
Assim, esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.
 
O Ministério informa que em caso de alguma alteração no exame de sangue  (antígeno prostático específico ou PSA) ou toque retal, o urologista encaminhará o paciente à biópsia.
 
Contudo, a pasta acrescenta que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta diagnóstico e tratamento para a doença.
 
Redução de casos
 
No município, os casos de óbitos decaíram ao longo dos anos.
 
Segundo a Prefeitura  de Santos, até setembro deste ano, 36 homens vieram a falecer devido ao câncer.
 
Em comparação com os anos anteriores, a Cidade registrou em 2016, 50 casos, enquanto no ano passado, aconteceram 47 mortes.
 
A Administração informa ainda que haverá, no próximo sábado (24), uma ‘Dia D’ com abertura de policlínicas com diversas atividades voltadas à saúde do homem.
 
Entretanto, em caso de algum paciente ser diagnosticado com a doença na rede municipal, o Paço Municipal informa que o homem será encaminhado para tratamento de acordo com a orientação médica.
 
Ou seja, oncologia clínica (radioterapia ou quimioterapia) realizada na Santa Casa ou Beneficência Portuguesa.
 
E ainda: oncologia cirúrgica, com intervenção realizada em hospitais de referência para o procedimento.
 
Riscos, sintomas e prevenção
 
Os homens que já ultrapassaram a casa dos 50 anos precisam ir ao médico para a realização do exame.
 
Contudo, é necessário ter em mente que alguns fatores podem aumentar o risco de conter o surgimento do câncer de próstata.
 
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a idade, o histórico familiar, sobrepeso e obesidade ampliam a ameaça de portar o vírus.
 
Neste caso, os caso sinta algum desses sintomas, é importante à procura de um urologista.
 
• Dificuldade de urinar
• Demora em começar e terminar a urina
• Sangue na urina
• Diminuição do jato
• Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
 
Portanto, segundo o ministério, para prevenir o câncer a recomendação é manter o peso adequado, ter alimentação saudável, praticar atividade física, não fumar, e evitar consumo de bebidas alcoólicas.
 
Para a realização do exame de PSA, as principais orientações são abstinência sexual por 48 horas; e não praticar exercícios com bicicleta ou andar de moto 48 horas antes.
 
Preocupação
 
Ainda conforme a secretaria, em 2017 foram realizados 40.867 de procedimentos para dosagem de antígeno prostático específico (PSA).
 
No entanto, o valor para o procedimento ultrapassa a casa dos R$ 80 milhões, chegando a R$ 83,96 milhões.
 
Em comparação com 2016, houve um incremento de 5%.
 
Assim, foram registrados 39. 016 procedimentos, com um valor gasto de R$ 80,04 milhões.
 
Para câncer de próstata, em 2017, foram realizados um total de 18.299 cirurgias, 660.088 quimioterapias e 2.819.580 procedimentos de radioterapias, somando um total de R$ 412,81 milhões.
 
Em 2016, foram 17.353 cirurgias, 633.737 quimioterapias e 2.710.642 procedimentos de radioterapias, somando um total de R$ 393,61 milhões.
 
Especialista
 
Na visão do médico urologista,  Fábio Atz Guino, quando existe algum artista famoso que declara que está com câncer de próstata, os homens passam a se conscientizar mais.
 
No entanto, o médico lamenta que, durante os 15 anos de profissão, chegam, por mês, cerca de dois ou três homens já com câncer.
 
Nestes casos, os tratamentos se tornam mais complicados.
 
“Os casos que evoluíram mal foram de pacientes que chegaram em fase avançada da doença”, referindo-se aos pacientes já falecidos.
 
O médico ainda afirma que existe um tabu a ser quebrado pelos homens em relação ao exame.
 
Para ele, “em determinadas camadas sociais, onde falta educação ou por questões culturais, existe um forte viés machista” em relação  à prática do exame.
 
Ou seja, não se submetem a realização periódica, como indicam os profissionais.
 
 
Felipe Rey / BoqNews
 

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