Sindical
27/11/2018 - 04h22

Motoristas cruzam os braços e Peruíbe fica sem transporte municipal


Categoria reclama de atraso no pagamento do adiantamento salarial e empresa responsável diz que prefeitura está devendo mais de R$ 3 milhões.
 
Motoristas da empresa responsável pelo transporte público de Peruíbe, no litoral de São Paulo, amanheceram de braços cruzados nesta segunda-feira (26). De acordo com a categoria, o adiantamento salarial, previsto para cair no último dia 20, não foi depositado e, por isso, eles entraram em greve. A empresa diz que a prefeitura deve mais de R$ 3 milhões.
 
Cerca de 40 motoristas, que operam as nove linhas que circulam pela cidade e também o transporte escolar, não tiraram os 28 ônibus, de transporte coletivo e fretamento, da garagem nesta segunda-feira.
 
O Sindicato dos Rodoviários reclama de atraso no pagamento do adiantamento e, segundo eles, a greve é reforçada por monitores e pessoal de manutenção e administrativo, totalizando 130 empregados. Cerca de 1,5 mil pessoas usam o transporte público diariamente. Além disso, cerca de 3 mil estudantes que estao ficando sem transporte.
 
"Não sairemos até que seja pago o adiantamento do salário, que deveria ter caído no dia 20. A cidade está sem ônibus até que haja um acordo ou decisão judicial", explica o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, José Alberto Torres Simões, mais conhecido como 'Betinho'.
 
Em nota, a empresa Jundiá informou que a Prefeitura de Peruíbe tem valores pendentes de pagamento com a Jundiá decorrente de vários meses de atraso: pendência referente aos serviços prestados em 2018, no valor de R$ 3.063.061,73; pendência referente aos serviços prestados em 2016, no valor de R$ 2.500.000,00, quantia essa parcelada em pagamentos mensais, estando em atraso R$ 600.000,00. Totalizando uma dívida em atraso de R$ 3.663.061,73.
 
"Temos negociado com a Prefeitura e com o Sindicato, e aguardamos as entradas de valores, mas infelizmente os valores recebidos até o momento não foram suficientes para realizarmos o adiantamento da folha de pessoal", explicou a empresa que ainda afirmou estar em contato com a prefeitura para solucionar a situação.
 
A prefeitura informou que tomou conhecimento da greve pela manhã e passou a monitorar. A administra afirma que não foi notificada pelo sindicato ou empresa com a antecedência prevista em lei sobre a paralisação e, por isso, a greve é ilegal e o jurídico está tomando as providências.
 
Cerca de 1,5 mil pessoas usam o transporte público diariamente. Elas estao diretamente afetadas. Alem disso, os estudantes tambem estao sendo penalizados. Sao cerca de 3 mil estudantes que estao ficando sem transporte.
 
 
G1 Santos
 

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