Polícia
03/12/2018 - 03h56

Casa noturna onde estudante foi espancado reabre com outro nome em Santos e gera revolta


Quase cinco meses após o espancamento que provocou a morte do estudante Lucas Martins de Paula, de 21 anos, o local onde funcionava o Baccará Bar e Grill foi reaberto com outro nome na noite da última sexta-feira (30).
 
O funcionamento da nova casa noturna, chamada Moon Bar e Grill, provocou revolta nas redes sociais.O pai do estudante, Isais de Paula, fez um post indignado sobre a reabertura do local. "Seria justo a família viver esse luto eterno enquanto os causadores dessa dor estão livres e ainda voltar a viver como se nada tivesse acontecido?". 
 
A irmã do estudante também compartilhou a publicação: "Um absurdo, justiça falha. Meu irmão perdeu a vida. Agora querem seguir a vida deles como se nada tivesse acontecido. Canalhas, covardes. Só quero que os que estão ainda foragidos sejam encontrados logo e que todos paguem pelo que fizeram, que apodreçam na cadeia. Não vamos sossegar enquanto a justiça não for feita".
 
De acordo com relato dos moradores das imediações, a casa tem movimentação de pessoas, obras, entregas de produtos e materiais. Inclusive uma semana depois do ocorrido, ainda no mês de julho, tentaram reabrir a casa para um show.
 
Procurada, a Prefeitura de Santos informou que o imóvel localizado à Rua Oswaldo Cochrane n°72 está com o alvará em dia e pode funcionar como um bar e restaurante. O #Santaportal verificou que a documentação do local não está no nome dos envolvidos na confusão do Baccará.
 
Relembre caso 
 
Lucas foi espancado durante a madrugada do dia 7 de julho, dentro e fora do Baccará, no bairro Embaré. A confusão começou após a vítima questionar o valor de R$ 15 que estaria sendo cobrado indevidamente na sua comanda.
 
A vítima foi espancada por seguranças do lado de dentro e fora da balada. Lucas teve traumatismo craniano e morreu após ficar 22 dias internado  na Unidade de Tratamento Intensivo da Santa Casa de Santos. 
 
Fiscais da prefeitura intimaram  os proprietários do local a encerrar as atividades, quatro dias depois das agressões. 
 
Os seguranças Thiago Ozarias e Sammy Barreto Callender estão presos. O dono do estabelecimento na época, Vitor Alves Karam, e o chefe da segurança, Anderson Luiz Pereira Brito, continuam foragidos e a polícia segue em busca deles.
 
Qualquer informação deve ser comunicada à polícia através do telefone 181.
 
 
Santaportal 
 

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