Mulher
19/03/2019 - 03h56

Endometriose, uma dor que atinge 176 milhões de mulheres no mundo


Endometriose atinge 6,5 milhões de brasileiras. Além das dores habituais, mulheres convivem com uma triste realidade: a infertilidade
 
No Mês Mundial de Conscientização sobre a Endometriose, a campanha Março Amarelo alerta para uma doença que afeta 176 milhões de mulheres em todo o mundo e 6,5 milhões no Brasil.
 
O chefe do ambulatório de endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Aurélio Pinho de Oliveira, explicou que a doença, embora seja comum, ainda é pouco conhecida e costuma demorar a ser diagnosticada: cerca de oito anos após o aparecimento dos primeiros sintomas.
 
O ginecologista lembrou que os sinais mais evidentes são dores muitas vezes incapacitantes, como cólicas fortes e progressivas (que pioram ao longo do tempo), dores durante a relação sexual, desconforto ao evacuar e urinar e até mesmo dores na região lombar e nas coxas.
 
Em alguns casos, a falta de tratamento pode levar a problemas mais graves, como obstrução intestinal, se houver comprometimento extenso do intestino, e a perda das funções renais, caso a bexiga e os ureteres sejam prejudicados.
 
“A mulher, às vezes, vai ao ortopedista achando que tem algum problema na coluna. Ou vai ao gastroenterologista achando que tem síndrome do cólon irritável. Mas é a endometriose”, disse entrevista à Agência Brasil.
 
“O exame ginecológico preventivo não mostra a doença, o ultrassom também não mostra. Ou só mostra quando o crescimento do endométrio já está maior”, acrescentou.
 
“A ressonância magnética consegue detectar nódulos a partir de meio centímetro, mas a laparoscopia detecta menor que isso. Só assim pra ter um diagnóstico precoce”, disse Oliveira.
 
Infertilidade 
 
Há ainda, segundo ele, outro sintoma característico da endometriose: a infertilidade feminina.
 
Muitas mulheres, apesar de não apresentarem dores e cólicas, têm dificuldade para engravidar por conta do crescimento anormal do endométrio.
 
O tratamento, de acordo com o ginecologista, pode ser cirúrgico – considerado mais completo porque retira os focos da doença e melhora as chances de concepção – ou hormonal, à base de pílulas anticoncepcionais, por exemplo.
 
“Melhora a dor, mas a doença continua lá”, alertou.
 
 
Agência Brasil
 

Comentários (0)


Fala Santos
E-mail: contato@falasantos.com.br
© 2010 Fala Santos. Todos os direitos reservados. site criado por