Saúde
09/05/2019 - 04h04

Caminhada em Santos alerta sobre sintomas das doenças inflamatórias intestinais


Para conscientizar a população a respeito das doenças inflamatórias intestinais, a Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn se une a outras 31 associações, médicas e de pacientes, para promover uma caminhada em Santos no próximo sábado (11). O ponto de encontro será às 9h, no Canal 3, ao lado da Concha Acústica e seguirá até a Praça das Bandeiras. O programa acontece durante todo o mês de maio.
 
Diarreia frequente, dor abdominal e, frequentemente, sangramento retal são alguns dos sintomas comuns às duas doenças inflamatórias intestinais, Crohn e Retocolite Ulcerativa, de caráter crônico e que podem levar seus pacientes, em idade produtiva, a hospitalizações recorrentes e à incapacitação para o trabalho, causando também grande impacto na qualidade de vida, social e psicológica. 
 
Em Santos, a Dra. Bianca Schiavetti, Presidente do GADIIBS, organizadora da Caminhada, afirma que “as doenças inflamatórias afetam a população na fase mais produtiva da vida, não tem cura mas podem ser controladas com uso de medicamento e acompanhamento com o especialista”.
 
Doenças Inflamatórias Intestinais
 
As doenças inflamatórias intestinais, Crohn e Retocolite Ulcerativa, são sérias, têm caráter crônico e afetam homens e mulheres indistintamente. O diagnóstico acontece geralmente por volta dos 30 anos de idade, impactando negativamente a força de trabalho e a vida familiar do paciente. De origem não totalmente conhecida, sabe-se que pode haver predisposição genética  e que o meio ambiente exerce papel importante em seu desencadeamento (sabe-se que é mais comum em centros urbanos e/ou industrializados).
 
Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn
 
A retocolite ulcerativa caracteriza-se por inflamação e úlceras no revestimento do cólon ou intestino grosso. Em média, as pessoas são diagnosticadas por volta dos 30-35 anos de idade, apesar da doença ocorrer em qualquer idade. Já a doença de Crohn envolve todo o intestino, sendo que em cerca de 30 por cento dos pacientes, o intestino fino (íleo) é a região mais afetada e, em 40 por cento, a região ileocecal.
 
Em ambas, os sintomas são semelhantes: dor abdominal, podendo haver hemorragia retal, diarreia, urgência para evacuar e aumento na frequência e dos movimentos intestinais. Estes sintomas tendem a aparecer e desaparecer e podem afetar o nível nutricional do paciente, pois a inflamação consome alguns nutrientes. Pode haver também perda fecal de sangue, fluidos e eletrólitos, em decorrência da hemorragia e diarreias frequentes. Estima-se que 25 por cento dos pacientes podem ser submetidos a cirurgia em algum momento do curso da doença.
 
Serviço
 
Caminhada de Conscientização sobre Doenças Inflamatórias Intestinais
Data: 11 de maio
Horário: 9h
Local: Canal 3 - saindo da Concha acústica até a Praça das Bandeiras
 
 
Da Redação
 

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