Sindical
29/05/2019 - 07h47

Empregados da Codesp suspendem greve



 
Reunidos em assembleia na noite desta terça-feira, os empregados da Codesp aceitaram a proposta oferecida pela empresa de abertura de negociação e prorrogação do atual acordo por 30 dias. Por esse motivo, a categoria decidiu pela suspensão da greve prevista para hoje, 29 de maio.
 
“O presidente da Codesp Casemiro Tércio Carvalho honrou oficialmente o que conversamos na última sexta-feira e enviou documento ao SINDAPORT oferecendo nova proposta. Levamos para a assembleia e a categoria aceitou a proposta da Codesp de abertura da negociação da Campanha Salarial e decidiu pela suspensão da greve”, explicou o presidente do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Everandy Cirino dos Santos. 
 
No documento, a Codesp prorroga por 30 dias, até 30 de junho deste ano, o atual acordo coletivo de trabalho. Conforme orientação da Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais), a empresa também assegura por esse período a manutenção da data-base da categoria, que é 1° de junho. Também prorroga por 30 dias as negociações do novo acordo coletivo e mantém as clausulas do atual acordo coletivo.
 
“Desde o início da negociação, a categoria pleiteava esses pontos para que pudesse ter tempo para discutir nosso novo acordo coletivo. Porém, a Codesp ofereceu uma proposta reduzindo benefícios dos empregados, o que causou grande temor entre a categoria e fez com que em assembleia fosse deliberada a realização de greve. Agora com a retomada da negociação, os ânimos se acalmam e vamos discutir nossas reivindicações”, afirmou Everandy Cirino. 
 
Segundo ele, novo calendário nacional em conjunto com a FNP (Federação Nacional dos Portuários) e demais sindicatos portuários será elaborado. A categoria também decidiu por manter o estado de greve. 
 
Everandy Cirino destacou que há anos durante a negociação salarial com a diretoria da Codesp tanto a data base quanto o acordo coletivo são prorrogados até o desfecho da Campanha Salarial. Porém, este ano, a atual diretoria do Porto de Santos propôs apenas prorrogar o atual acordo, mas não reconhecia a data base, o que não garantia o pagamento retroativo a 1° de junho no fim da negociação. 
 
A proposta da Codesp também reduzia o pagamento do adicional noturno de 50% para 20%, o abono de férias de 50% para um terço e a hora-extra cai de 100% para 50%. E aumentava a participação dos empregados da ativa no pagamento do plano de saúde de 45% para 50% e dos aposentados de 65% para 85%.  Pela primeira proposta apresentada pela Codesp, os empregados teriam um prejuízo entre 30% e 40% em seus rendimentos mensais. 
 
“Sempre priorizamos a negociação e agora, até 30 de junho, vamos continuar conversando com a Codesp para a celebração do novo acordo coletivo dos portuários”, finaliza o presidente do SINDAPORT.




Da Redação
 

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