Economia
12/08/2019 - 05h45

Números apontam déficit habitacional elevado na Baixada Santista


De acordo com as prefeituras, a Baixada Santista enfrenta defasagem de até 106 mil residências voltadas a famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 2.994,00).

Cinco anos após o anúncio, a Caixa Econômica Federal finalmente autorizou a construção de 1,5 mil apartamentos no Jardim Raphael, em Bertioga. O empreendimento concentrará três de cada dez moradias na região asseguradas pelo Governo Federal via programa Minha Casa, Minha Vida. Contudo, a novidade não aliviará o deficit habitacional na Baixada, já superior a 100 mil moradias. 
 
De acordo com as prefeituras, a Baixada Santista tem 5.273 unidades asseguradas pelo programa habitacional federal. Porém, enfrenta defasagem de até 106 mil residências voltadas a famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 2.994,00).  
 
Juntas, Guarujá (30 mil) e São Vicente (28 mil) concentram mais da metade do deficit de habitações regional. Cubatão (15 mil), Santos (10,5 mil) e Praia Grande (5,5 mil) vêm na sequência. Cubatão (15 mil), Praia Grande (5,5 mil) e Peruíbe (5 mil) aparecem depois.
 
Avanço 
 
Com defasagem de 3,5 mil residências, Bertioga pode reduzir em 42% essa marca com os imóveis no Jardim Raphael. Trata-se do maior empreendimento regional do Minha Casa, Minha Vida. A previsão é que as obras sejam iniciadas nos próximos meses e gerem até mil postos de trabalho diretos e indiretos.  
 
Orçada em R$ 170 milhões, a iniciativa conta com recursos dos governos Federal e Estadual. O prefeito Caio Matheus (PSDB) diz que a complexidade do empreendimento foi responsável pela demora. Os trabalhos serão executados pela empresa Qualyfast Construtora, em parceria com entidades pró-moradias populares.
 
O empreendimento será formado por 75 blocos de condomínios, com cinco andares. Cada ala – formada por 15 prédios – receberá um nome de planta nativa da Mata Atlântica. Os apartamentos terão dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.  
 
Mais unidades 
 
Exceto em São Vicente e Itanhaém, as demais cidades dispõem de projetos do programa Minha Casa, Minha Vida. Praia Grande habilitou 11 empreendimentos, que somam 722 unidades. A Prefeitura afirma manter estudos para a construção de residenciais de interesse social. 
 
Peruíbe foi selecionada em 2018, com o projeto de 580 unidades no Jardim Caraminguava. Essas intervenções ainda aguardam diretrizes de contratação pelo Governo Federal.
 
Mongaguá espera a liberação de recursos para iniciar dois projetos no Agenor de Campos, que somam 334 unidades. Segundo a Diretoria de Habitação, o deficit no Município está em torno de 4 mil moradias. 
 
Cubatão mantém 80 unidades em construção na Vila Esperança e aguarda a aprovação de outras 720 na mesma comunidade. 
 
Guarujá espera a aprovação de dois projetos, um deles na região do Jardim dos Pássaros e outro na Enseada. Em Santos, 1.337 unidades serão custeadas com verba federal. A Cohab-Santista estima que 3.200 famílias santistas morem em palafitas. Desse total, 2.341 residem no Dique da Vila Gilda e outras 859, no São Manoel. 
 
Esperança  
 
Os municípios da região afirmam manter parcerias com o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para a construção de unidades, e fazem estudos em busca de lotes para futuros projetos habitacionais.


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