Cidades
03/03/2020 - 09h10

Santos tem o mês de fevereiro mais chuvoso desde 1939


Foi naquele ano em que as medições começaram a ser realizadas; média esperada era de 291 mm
 
O último mês de fevereiro registrou 916,6 mm em volume de chuvas em Santos, sendo o fevereiro mais chuvoso desde que as medições começaram a ser realizadas, em 1939. A média esperada para o mês, calculada com base no volume de precipitações dos 25 anos anteriores, era de 291 mm.
 
Foram vários eventos de chuva volumosa e frequente, que geraram muitas ocorrências no município, sendo quedas de árvores e escorregamentos as mais comuns – nenhuma com vítima.
 
De acordo com o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, o volume de água registrado deixou o solo bastante encharcado, com risco de escorregamentos. Para que o solo volte a ficar totalmente seco, serão necessários meses. E o verão, que é a estação do ano mais chuvosa, ainda não terminou, podendo contribuir para deixar o solo com mais água ainda.
 
Por isso, é fundamental que a população, em especial a que vive nos morros, se mantenha atenta. “É muito importante o envolvimento dos moradores junto ao trabalho de prevenção realizado pela Prefeitura”, destaca Onias.
 
O trabalho de vistorias da Defesa Civil nos morros de Santos é diário e resulta na priorização de obras de drenagem e contenção das encostas por parte das secretarias responsáveis pelas intervenções. Além disso, a Prefeitura de Santos tem o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que orienta os moradores das áreas de risco.
 
Vale lembrar que os interessados em receber alertas pelo celular podem enviar o seu CEP, via SMS, para o número 40199 (defesa Civil do Estado). Em casos de emergência, o munícipe deve acionar a Defesa Civil de Santos pelo telefone 199.
 
Volume de chuva nos fevereiros anteriores em Santos:
 
2015 – 210,8 mm
2016 – 321,2 mm
2017 – 81,4 mm
2018 – 317,4 mm
2019 – 724,1 mm
 
Primeiros sinais de perigo de deslizamentos
 
• No solo: trincas no terreno, degraus de abatimento ou rachaduras
 
• Em casa: trincas novas no piso ou nas paredes, ou muros estufados
 
• Inclinação de árvores, postes ou muros
 
• Valas e surgências d'água com coloração mais barrenta que o normal
 
• Estalos ou aumento das trincas em blocos ou paredões rochosos
 
Para não contribuir com deslizamentos
 
• Mantenha a vegetação nativa nas encostas
 
• Não jogue ou desvie água de tanques, pias ou chuveiros para as encostas
 
• Não descarte lixo nas encostas
 
 
Da Redação
 

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