Saúde
08/05/2020 - 05h27

Dados da ocupação hospitalar em Santos estão disponíveis para consulta


Os dados do avanço da ocupação hospitalar em Santos por pacientes com quadro do novo coronavírus agora podem ser consultados a qualquer momento na plataforma Monitoramento Santos Covid-19. O acesso à essa nova informação, entre outras também disponibilizadas, é uma evolução do sistema lançado pela Prefeitura no último dia 23 de abril, que apresenta, por meio de gráficos, várias estatísticas oficiais relacionadas à doença na Cidade.
 
Os dados, atualizados em tempo real, apontam, até agora, ocupação de 72,8% dos leitos de UTI adulto e de 38,9% de leitos clínicos, considerando as redes SUS e particular. As novas informações foram transmitidas na tarde desta quarta-feira (6), durante a segunda reunião do Monitoramento Santos Covid-19, que atualiza e discute as informações e medidas relacionadas ao novo coronavírus na Cidade.
 
O encontro contou com a participação presencial do secretário de Saúde, Fábio Ferraz, do secretário adjunto Valter Makoto, Ana Paula Valeiros, chefe Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, e Rui de Rosis Junior, que coordena a Comissão de Fiscalização e Transparência Contratações Covid-19. Por meio de videoconferência, compareceram representantes da Câmara e de entidades da sociedade civil que foram indicados para a comissão.
 
“A plataforma mostra que, do total de leitos em Santos, temos atualmente cerca de 48% utilizados. Na UTI particular, a ocupação é de quase 84%. São dados que nos preocupam bastante. É importante disponibilizarmos porque damos transparência às informações, ao mesmo tempo em que são um termômetro para as nossas ações de atendimento aos pacientes”, afirmou Fábio Ferraz.
 
O secretário referiu-se ao Plano de Contingenciamento Hospitalar, que prevê um total de 530 novas vagas destinadas apenas a casos de covid-19, e que serão disponibilizadas conforme a necessidade. Daí a importância do acompanhamento das ocupações hospitalares em tempo real. “À medida que ela for apontando avanço na ocupação, vamos abrindo novos leitos”.
 
OUTRAS INFORMAÇÕES
 
A plataforma, que apresenta dados apenas de residentes de Santos, também passou a disponibilizar informações como tipo de internação dos casos confirmados (SUS, particular ou até mesmo sem internação), distribuição de óbitos por faixa etária (atualmente com 32,8% de pessoas entre 80 a 89 anos), por sexo (63,9% são homens), casos confirmados por data de início dos sintomas, número de altas hospitalares e comorbidades presentes nos casos confirmados da doença (diabetes aparece com 25,8%), além de um gráfico sobre os sintomas prevalentes nos pacientes.
 
“Podemos traçar estratégias importantes, porque há muitos sintomas que se confundem com outros e o diagnóstico da covid-19 pode se confundir com dengue ou gripe”, explicou Ana Paula, detalhando alguns sinais apontados pelo gráfico da plataforma, como tosse seca (23,2%), febre não muito alta (20,9%) e desconforto respiratório (13%) como os principais.
 
“Mas há também perda de paladar, olfato, dores abdominal e torácica, náusea, enjoo. Esse monitoramento em tempo real e a testagem são ações importantes para termos a real condição dos pacientes”.
 
A plataforma é integrada ao serviço Santos Mapeada e conta com geoprocessamento e mapas por meio do Sistema de Informações Geográficas de Santos (SIGSantos).
 
O sistema oferece ainda distribuição de casos confirmados por bairro, sexo e faixa etária, coeficiente de incidência (casos confirmados por um milhão de habitantes) e a taxa de letalidade (proporção de mortes por casos confirmados), incluindo comparações com a cidade de São Paulo (Capital), Estado de São Paulo, Brasil e Mundo.
 
RELATÓRIOS
 
Na ocasião, foram abordadas as ações da Comissão Especial de Fiscalização e Transparência das Contratações para o Enfrentamento do Coronavírus, que semanalmente emite relatório sobre aquisição de insumos e aparelhos para envio ao Ministério Público, diante dos preços abusivos praticados por muitos fornecedores.  O objetivo é dar mais transparência aos gastos do Município durante a pandemia e ajudar nas negociações por produtos de qualidade pelos menores custos possíveis aos cofres públicos. A comissão foi criada por iniciativa da Prefeitura, no último dia 27 de abril, por meio do decreto 8.949.
 
Rui de Rosis Junior esclareceu que a comissão analisou o documento elaborado pela Prefeitura, que aponta os gastos de todas as secretarias municipais relacionados à covid-19. O relatório foi enviado à comissão, Câmara e Ministérios Públicos Estadual e Federal.  “É um trabalho conjunto que contribui com melhoria dos dados que são repassados à sociedade e com a Prefeitura, na fiscalização desses gastos”.
 
O encontro também contou com a participação dos demais participantes da comissão: a vereadora Telma de Souza, representando a Câmara; Ana Beatriz Soares, representando a Associação Paulista de Medicina - Santos, Roberto Luiz Pardini Almeida, em nome da Ordem dos Advogados do Brasil – Santos, Eduardo Luiz Mathias Maccheri, do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis da Baixada Santista (Sescon), e Marcio Calves, diretor-executivo da Associação Comercial de Santos (ACS).
 
 
Da Redação
 

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