Meio Ambiente
15/09/2020 - 08h52

Incêndios no Pantanal aumentam 210% em 2020, diz Inpe


PF abriu investigação para checar possíveis crimes em incêndios
 
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou um relatório nesta segunda-feira (14) em que aponta que os incêndios na área do Pantanal aumentaram 210% neste ano na comparação com o mesmo período de 2019.
 
Segundo os dados publicados pelo jornal “Correio Braziliense”, entre 1º de janeiro e 12 de setembro, o número de focos de calor chegou a 14.489 – contra 4.660 em 2019. De acordo com os dados do documento, mesmo a três meses do fim de 2020, esse já é o ano com o maior índice de queimadas para o bioma em apenas um ano.   
 
O recorde anterior era de 2005, quando haviam sido registrados 12.536 incêndios, sendo que os números começaram a ser medidos em 1998. Além disso, esse é o segundo ano consecutivo de alta no número de queimadas na região: em 2019, o aumento foi de 493% na comparação com 2018.   
 
Segundo dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), cerca de 15% do bioma pantaneiro foi completamente destruído com as queimadas e 2,2 milhões de hectares foram danificados pelo fogo.   
 
O Inpe também informou que, considerando todas as florestas e biomas brasileiros, o aumento nos focos de calor na comparação com 2019 está em uma alta de 10%.   
 
Um dos pontos mais afetados das queimadas, o Parque Nacional Encontro das Águas, teve 62% do total dos 108 mil hectares destruídos, segundo informou o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. O local é conhecido mundialmente por abrigar uma das maiores populações de onças pintadas no mundo.
 
Equipes de bombeiros, policiais e moradores tentam ajudar os animais machucados, muitos com lesões graves e visivelmente desidratados.   
 
Operação da PF
 
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) uma operação para apurar possíveis crimes ambientais no atual cenário de queimadas no Pantanal.   
 
Chamada de Matáá, a ação visou mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande, ambas em Mato Grosso do Sul.   
 
A operação ainda contou com aeronaves e embarcações no interior do Pantanal para chegar em alguns focos das queimadas. Caso haja condenação, os crimes preveem penas de até 15 anos de detenção.
 
 
Ansa
 

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