Educação
08/12/2020 - 08h29

Paulo Alexandre suspende edital de contratação de OS para ensino especial


O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, suspendeu o edital que autorizava a atuação de organizações sociais (OS) nas escolas municipais com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O anúncio foi feito neste domingo (6), em uma live nas redes sociais, uma semana após a publicação do edital. 
 
No início do mês, a Prefeitura publicou o edital que previa o atendimento em sala de aula por meio de uma equipe composta de coordenador, supervisor técnico e técnico em enfermagem, além do Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (Paei), a fim de auxiliar nas atividades escolares em geral, propostas pelo professor regente de classe e orientação do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) a partir de 2021. 
 
Após pressão de profissionais, em live, o prefeito garantiu que os professores que hoje atuam como mediadores em sala de aula não serão afetados, podendo escolher outras funções ou até mesmo salas de aula. De acordo com o prefeito, a não obrigatoriedade de especialização para o Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (Paei), um dos pontos criticados por profissionais da educação, não estará presente no novo edital: “Vamos seguir nesse caminho. Estamos retirando o edital para afastar dúvidas e aprimorá-lo”, disse o prefeito.
 
Entenda o caso
 
Um grupo de pais e professores protestaram no sábado (5) contra o que consideravam o início de um processo de terceirização na área da educação inclusiva. O protesto foi apoiado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Santos. O protesto aconteceu na Praça das Bandeiras, no Gonzaga. Eles pediam a revogação do edital de chamamento para que uma organização social assuma o trabalho de mediação, em sala de aula, de alunos com necessidades especiais. 
 
Este trabalho, hoje, é feito por professores da rede municipal que, no contraturno, fazem este trabalho e recebem à parte por ele. A prefeitura planejava contratar, por meio de uma organização social, equipes voltadas a esse trabalho. Pais e professores refutaram o argumento de que o serviço melhoraria com a mudança.
 
 
Da Redação
 

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