Repórter Cidadão
21/12/2011 - 08h51

Cidade do pré-sal e do boom imobiliário assiste pacientes nos corredores do PS


Santos, a capital do pré-sal, a cidade que vê pipocarem condomínios de luxo e torres de negócios, apontada como um dos 20 municípios mais ricos do país, não dá conta de oferecer saúde à sua gente. Só no Pronto-Socorro Central, por exemplo, de dez a 15 pacientes estão, nos últimos dias, "internados" nos corredores da unidade, à espera de leitos em hospitais que atendem pelo SUS.

A equipe de funcionários - sobretudo enfermeiras e enfermeiros - se esmera em minimizar o sofrimento dos internados. Entretanto, diante da superlotação e da infraestrtura precária do PS Central, pouco podem fazer para garantir assistência digna.

A enfermaria é pequena para a demanda. O corrredor de acesso acaba sendo utilizado como extensão - macas transformadas em cama são dispostas de um lado e outro, para "alojar" os internados, que são atendidos e ficam em "repouso" no meio do entra-e-sai de pacientes, funcionários, de acidentados que chegam das ambulâncias. É assim de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Os acompanhantes mal contam com uma cadeira de plástico para se acomodar junto dos seus internados. Sequer sabonete no banheiro ou álcool gel, para higienização, o PS Central tem.

A superlotação da enfermaria e dos corredores é consequência da escassez de leitos do SUS na região. Os pacientes chegam ao PS Central, pelos mais diversos casos de emergência e urgência; aqueles que precisam, mais do que o atendimento imediato, ficar internados e não têm condições de saúde para retornar para casa, são "hospitalizados" no corredor. Há pacientes nessa situação desde o último sábado, dia 17. Há, portanto, pelo menos 72 horas.


Wagner de Alcântara Aragão

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