Cidades
04/02/2012 - 15h23

A crise na Bahia e a imagem do Brasil




Convocada pela Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), a greve de policiais militares, que deixa um rastro de sangue e de saques em Salvador, envergonha o Brasil.

O momento é difícil para o povo baiano e certamente repercute na imprensa estrangeira afastando potenciais visitantes de uma cidade vocacionada para o turismo.

Há anos, quando a companhia aérea portuguesa TAP reinventou o turismo brasileiro e lançou os voos diretos e diários entre Lisboa e Salvador, europeus passaram a vir em grande número para a capital baiana, aliás, a primeira capital do país.

Repleta de história e de cultura, berço da melhor música popular brasileira, a Cidade da Bahia é ímpar, dividida entre a Cidade Alta (com seu Pelourinho) e a Baixa, diante de uma das mais belas baías do mundo.

Quem visita Salvador logo se deslumbra com a circunstância geográfica, a energia do povo, as comidas do mar e do sertão, as baianas de acarajé paramentadas a vender seus quitutes, o fausto das igrejas.

E, também, com as praias do entorno, caso de Itapoã, uma praia que virou canção, e de Arembepe, com seus arrecifes e barcos de pesca, para ficar em apenas dois exemplos de lugares idílicos.

Diante da selvageria que toma de assalto Salvador agora, pouco antes do Carnaval, é de se perguntar: ainda que os policiais militares ganhem pouco e façam jus a uma melhor remuneração, eles têm direito de colocar a população em pânico e de enxovalhar o nome do Brasil?
 


Silvio Cioffi
Editor do caderno "Turismo" da Folha desde 1991
Graduado pela Faculdade de Direito da USP
 

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